Crítica | Próxima Parada: Apocalipse

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A Netflix traz um novo filme para seu serviço de streaming. Próxima Parada: Apocalipse é a nova aposta da gigante da internet, mas infelizmente não deve passar de uma aposta.

Com uma premissa muito interessante, o roteirista Brooks McLaren traz uma história que começa envolvente e aos poucos se perde pela estrada junto com seus personagens. Anunciado como o roteirista do próximo filme da franquia Rambo, McLaren deve se dar bem na franquia se esta seguir os passos de seu quarto filme, já que a história de Próxima Parada: Apocalipse se mostra rasa, cheia de frases de efeito e de razões inexplicáveis.

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David M. Rosenthal traz uma direção que não compromete o filme mas, ao tentar deixar sua fotografia mais complexa, não consegue acertar o tom. Falta, de certa forma, uma visão melhor de sua composição mesmo quando este acerta o enquadramento. No mais, ao que tange a direção, nada se destaca.

Forest Whitaker é o maior nome do elenco e é uma pena ver seu talento desperdiçado. Sua personagem é uma das mais profundas do filme, e o ator nitidamente se entrega bem. Porém, o roteiro raso não ajuda mesmo em momentos mais extremos, e a interpretação acaba ficando caricata graças ao grande número de frases de efeito. Theo James, que protagoniza o filme, não parece ter o necessário para liderar um elenco, mesmo em um longa tão despretensioso como este.

A premissa foi o que provavelmente vendeu o filme e conseguiu fazê-lo entrar em produção. Uma aparente catástrofe de proporções apocalípticas faz com que um sogro e um genro que não se entendem tenham que se unir para atravessar uma grande parte dos Estados Unidos de carro para salvar um ente querido. Assim, o filme se torna um longa na estrada, encontrando cenários interessantes por seu caminho, mas infelizmente nada de inovador para o gênero.

Um bom exemplo da superficialidade do longa aparece com a personagem de Grace Dove. Em um momento de mais descontração na estrada, um helicóptero avistado traz um questionamento sobre as nomenclaturas militares inspiradas em termos ameríndios. Mesmo assim, a referência é rápida e acontece absolutamente do nada, sem a menor preparação ou uso futuro para a trama, e sem o aprofundamento necessário para se tornar uma questão realmente debatível, servindo apenas como uma forma bastante preguiçosa de se tentar aprofundar uma personagem.

Com uma cara de mais do mesmo, o longa quase se destaca mais para o final, quando há uma discussão sobre o que provocou a catástrofe. Muito filmes são mais interessantes sem essa explicação, e este poderia ser um, se fosse interessante de alguma forma. Infelizmente a teoria trazida por um sobrevivente é rapidamente descartada e fica somente como a ideia de um bêbado, anulando o que poderia ser a última tentativa de fazer valer a pena suas duas horas de conteúdo.

 

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