Crítica | O Nome da Morte

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Todos os dias os jornais, o rádio, a TV e agora a internet mostram como a violência no Brasil se tornou banal. Programas policiais como Cidade Alerta e Brasil Urgente celebram seus resultados (?) justamente mostrando a tragédia nossa de cada dia. O que dizer dos compartilhamentos pelas redes sociais…

Segundo o Atlas da Violência do Brasil publicado pelo Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP, em junho passado, mostrou que o Brasil é um dos países mais violentos do mundo: mais de 500 mil pessoas foram mortas na última década. Guerra Civil.

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Nesta quinta-feira (2), chega aos cinemas O Nome da Morte, longa protagonizado por Marcos Pigossi que conta a história de Júlio Santana, um pistoleiro profissional e real, que reza dez ave-marias e vinte pai-nossos para pedir perdão. Júlio e sua esposa, Maria, eram muito religiosos.

Júlio contabilizou 492 vítimas entre homens, mulheres, líderes comunitários e indígenas. Ele não queria saber o motivo, ele queria – e precisava – do dinheiro. Tudo era anotado em um caderno com a capa do Pato Donald. A história foi narrada pelo jornalista Klester Cavalcanti no livro de mesmo nome lançado em 2006 pela Editora Planeta.

Pai de família, do interior, que queria ter uma vida melhor. Seu tio o “encaminhou” na vida. Sob a direção de Henrique Goldman, que também assina o roteiro ao lado de George Moura, em O Nome da Morte conhecemos algumas vítimas de Júlio, ou de seus mandantes. Para Júlio ele era apenas o que tirava a vida, se ele não fizesse o serviço outro faria. Servir bem, pra servir sempre.

O filme é sensível e preciso ao mostrar a vida de pessoas simples, dos motivos – condenáveis ou não – que nos levam a tomar determinadas atitudes. O Nome da Morte não só narra com precisão a violência urbana, mas também crimes políticos e a violência doméstica. A morte de uma mulher é uma das mais difíceis de ser assistir.

O longa é uma denúncia, mais uma, da barbaridade que se faz Brasil afora com milhares de pessoas: drogas, política, disputa por terras, acertos de contas dos mais variados motivos e até por causa de uma parida de futebol Júlio Santana matou.

O Nome da Morte apresenta Marcos Pigossi, que vai do suspense, ao drama, ao homem simples e cheio de culpas, com muita precisão. Fabiula Nascimento, mulher simples cheia de reviravoltas com uma vida marcada nos faz sentir pena e raiva também. André Mattos, uma autoridade local com gosto refinado para o luxo e o rock, Matheus Nachtergaele e Martha Nowill – seu silencio, gritos e desespero – também chamam a atenção pelo conjunto da obra.

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