Crítica | O Pacote

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O Pacote chega a Netflix como a sua nova comédia original vinda de sua parceria com a Mail Order Company, responsável pela série de sucesso Workaholics. O novo besteirol tem todo o clima de um Superbad encontrando American Pie ou Projeto X. Em alguns momentos, o longa até abusa usando as mesmas piadas já usadas nesses filmes.

Para o espectador que deseja ver um bom besteirol, talvez o longa pode funcionar. A premissa do filme, apesar de ser hilária, é bastante imatura, assim como a maioria esmagadora de suas piadas. Após irem acampar em um grupo de cinco adolescentes, um deles acaba por sofrer um acidente onde acaba cortando fora suas genitais. A partir daí, o filme começa uma jornada de piadas escatológicas.

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Tecnicamente, o filme pouco se destaca. Com uma fotografia preguiçosa, é nítido que toda a sua atenção foi focada no roteiro, como as mais pobres das comédias. O roteiro começa a tomar forma após o personagem acidentado ser levado ao hospital e, em mais uma sequência de desventuras, os restante acabarem na missão de levar a genital para o seu amigo. Assim, a comédia começa a fugir um pouco da escatologia, na medida do possível, mas nem por isso se destaca. Nem mesmo entre os demais besteiróis.

As atuações, ao menos, são eficazes para o gênero. Eduardo Franco, Sadie Calvano e Luke Spencer Roberts funcionam muito bem dentro da comédia. Geraldine Viswanathan acaba por fazer parte do casal principal da trama junto de Daniel Doheny e, assim, ambos os atores mostram eficiência também fora da comédia, apesar de irem muito bem quando acionados dentro do gênero.

Jake Szymanski não consegue repetir bons trabalhos como em Quase Irmãos e Os Caça-Noivas. O longa não exige muito de sua direção, mas mesmo quando acionado, Szymanski acaba por deixar a desejar quase sempre. Com exceção de uma ou duas sequências onde o diretor traça paralelos em algumas conversas, e mesmo assim sem nenhuma novidade, seus enquadramentos não saem do básico e sua continuidade ás vezes nem chega a tanto.

O Pacote pode até conquistar um espectador mais imaturo, mas nem essa garantia pode ser dada. Com um humor infantil, escatológico e pobre, o longa deixa a desejar aos demais originais da gigante do streaming. Ainda assim, é a prova de que, como indústria, a Netflix tem muito ainda a oferecer nos mais diversos gêneros e aos mais diversos públicos, deixando claro que se a Amazon, a Hulu ou outras empresas estiverem com intenções de de ultrapassar ou ao menos competir e igual para igual, vão precisar de esforço nas mais diversas áreas.

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