Crítica | Para Sempre Chape

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O documentário Para Sempre Chape chega aos cinemas brasileiros para recontar a tragédia ocorrida em Medellín, na Colômbia, quando um avião, que levava a delegação da Associação Chapecoense de Futebol, caiu por falta de combustível. Com pouco menos de uma hora e meia, o documentário é emocionante, mas pode deixar algumas questões ao público.

Luis Ara é de todo respeitoso com os envolvidos, conseguindo entrevistas com diversas pessoas que, de alguma forma, estavam ligadas ao acidente. Dos seis sobreviventes, os três jogadores profissionais estão presentes no filme, assim como a família e os amigos de alguns dos setenta e um mortos na tragédia. Mesmo uma trabalhadora do aeroporto de Medellín, que chegou a receber o pedido de pouso do piloto do avião, dá depoimentos no documentário.

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O longa é dinâmico e eficiente em mostrar o que a Chapecoense significa para a cidade de Chapecó, em Santa Catarina, principalmente antes do ocorrido. Esse é, aliás, um acerto de Ara. Quando chegamos finalmente ao acidente e vemos sua repercussão pelas ruas de Chapecó, podemos entender melhor que ali não se lamentavam apenas um número de mortos. O documentário atende com precisão aonde o jornalismo falha, e faz se entender, até para as pessoas de cidades maiores, o quão próximo aquelas pessoas estavam de toda Chapecó.

Para Sempre Chape falha, se assim pode se colocar, talvez ao investigar um culpado para o acontecido. Ao assistir o documentário, pode se imaginar que isso seja um reflexo do que Ara encontrou por Chapecó. Nenhum dos entrevistados pareciam, de fato, preocupados com quem era o real responsável. Mesmo os sobreviventes do voo ou familiares que perderam entes queridos. Assim, o máximo de culpa atribuída cai em cima da ganância ou da falha humana e, o espectador que deseja entrar nesses detalhes, não deve achar o que procura.

Ainda assim, aquele que quiser entender o que é a Chapecoense e o que ela representa, tanto antes quanto depois da tragédia, sairá do cinema emocionado e, ao mesmo tempo que com o peso de todo o acontecimento, satisfeito por chegar mais perto do que foi vivenciado por Chapecó em 2016.

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