Crítica | Robin Williams: Come Inside My Mind

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Robin Williams: Come Inside My Mind é o novo documentário original da HBO que chegará nas telinhas com o intuito de tentar entender a mente de um dos atores mais queridos pelo público. O longa tenta dissecar a vida de Robin Williams desde o seu início, passando rápido pela sua infância e focando nos momentos mais marcantes de sua carreira como comediante ou ator.

Dos pontos mais interessantes do documentário, é destacável algumas de suas exclusividades. Fotografias e filmagens da vida privada de Williams acabam por mostrar tanto um homem dedicado a fazer as pessoas rirem quanto o peso que isso podia acarretar em sua própria vida. O interessante é notar que essas fotografias, em sua maioria, mostram um Robin Williams sorridente, enquanto as filmagens mostram seu lado mais pensativo e taciturno.

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O documentário é eficiente em mostrar a diferença entre o profissional e a pessoa. Com algumas entrevistas dadas por Williams no passar dos anos é possível ter se criado um imaginário sobre sua vida privada, mostrando uma pessoa bastante alegre e extrovertida, que domina a sala onde está, sendo o centro das atenções. O que o original HBO faz é mostrar que, por trás das cortinas, Williams enfrentava diversos problemas fora do palco, onde podemos entender que fora os seus espetáculos, o ator podia facilmente ser atormentado por sua vida privada conturbada. Esse ponto fica evidente com entrevistas de amigos próximos de Williams, como Whoopi Goldberg e Billy Crystal.

Sua relação com as drogas também é explorada de uma forma interessante. Infelizmente, nesse departamento, não há muito a se especular fora do que já havia sido noticiado enquanto o ator estava vivo. O espectador ainda poderá fica na dúvida se o comportamento explosivo, mas não agressivo, de Williams se devia aos entorpecentes mesmo que os envolvidos no documentário achem que não. Apesar da importância desse momento não ser relevada no documentário, ela é pouco explorada em alguns momentos cruciais.

Assim, o triste final de sua carreira acaba por passar despercebido. O suicídio do ator é citado, mas pouco explorado. Com a premissa de explorar a mente por trás das conhecidas atuações, esse momento acaba por ficar muito na conta da especulação do público, mas não há um sinal de uma pesquisa para tentar entender todas as motivações de Williams.

O documentário se faz bastante interessante para o público brasileiro, já que apesar de seus filmes serem reconhecidos nacionalmente, seu trabalho como humorista de stand up não é muito famoso no Brasil. Podemos conhecer, então, um outro lado da carreira do ator, que começou nesses moldes e, mesmo depois de seu reconhecimento como ator dramático, não acabou, tendo ainda alguns especiais após seus grandes sucessos. O longa pode deixar de explorar alguns momentos que possam interessar o espectador, mas com certeza é um ótimo documentário para conhecer melhor a carreira e um pouco da vida privada de Robin Williams.

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