Crítica: Castlevania – 4ª Temporada

Temporada final de animação da Netflix entrega o que se espera com muitas batalhas e estilo.

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Quase quatro anos depois de sua estreia, chega ao fim a saga da gangue composta por Trevor Belmont, Sypha Belnades e Alucard, filho mestiço do Drácula.

Está disponível no catálogo da Netflix, a quarta e última temporada da adorada série Castlevania. E, pode-se dizer que o aceno derradeiro da série animada criada por Warren Ellis, baseada nos jogos de videogame da Konami, promete deixar os fãs contentes, de modo que tem tudo o que se espera dessa série, além de um satisfatório desenvolvimento de personagens ainda em progressão. Tudo isso regado a muito sangue e batalhas intensas.

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No final da terceira temporada, acompanhamos Trevor e Sypha batalhando com os monstros enquanto Saint Germain tenta fechar o portal com ele dentro; no castelo de Carmilla, uma vampira ambiciosa e parte do Conselho das Irmãs, vimos Lenore apresentar os anéis que ela forjou para fazer com que as criaturas da noite de Hector sejam fiéis a elas; enquanto Alucard teve de lidar com a revolta dos caçadores de vampiros japoneses Taka e Sumi, que acabam assassinados pelo descendente de Drácula, e são deixados empalados na frente do castelo como um aviso para os futuros visitantes.

Agora, a temporada final se inicia com Wallachia entrando em colapso e caos com o embate das facções, onde algumas buscam tomar o controle, e outras almejam trazer o terrível Drácula de volta do mundo dos mortos. Ninguém é quem parece ser, e pode ser confiável. Literalmente, o fim dos tempos.

Desenvolvimento

Apesar do primeiro episódio ‘Ressurreição’ vir com tudo, cheio de batalhas com as criaturas ainda leais a Drácula, teremos uma primeira metade de temporada 4, mais focada no desenvolvimento da história e dos novos personagens que serão apresentados.

No segundo episódio ‘O mundo em suas mãos’, testemunharemos o lado mais ambicioso de Carmilla, mirando especificamente no sistema patriarcal. Para ela, é uma questão de vingança, e nunca mais se curvar ao ódio e desprezo do homem, sejam estes humanos ou vampiros.

Em seguida, no episódio ‘Siga em frente’, dois momentos de reflexão profundos: primeiro, entre Isaac e uma criatura da noite; e depois, entre Morana e Striga questionando o significado pelo o que tem batalhado, e se isto um dia teria um fim, ou se sempre estariam em constante estado de guerra.

No quarto episódio ‘Sacrifício necessário’, conheceremos a força da paixão em Saint Germain, ainda em busca de sua amada, e tudo o que faria para ter ela ao seu lado de novo.

Em ‘De volta ao mundo’, a desenvolvimento de uma personagem nova, Greta. Ela é a líder dos Danesti que luta pelo seu povo contra as criaturas da noite, e que servirá como contraponto à ternura mascarada de Alucard.

Ao final desta primeira metade de Castlevania, onde nos foram apresentadas as peças do jogo, adentraremos a parte derradeira onde tudo isso entrará em colisão, e muito, mas muito sangue irá rolar daqui até o final.

Sangue

O primeiro ápice desta temporada final de Castlevania na Netflix, ocorre no sexto episódio ‘Encontro sangrento’, onde nunca um título fez tanto sentido. Visualmente, talvez, este seja o momento de maior beleza estética desta quarta parte da história. As batalhas envolvendo a poderosa Carmilla e as criaturas da noite comandadas por Isaac são de encher os olhos, do tipo de não piscar os olhos tamanha é a emoção e eletricidade observadas.

Em ‘A grande obra’, teremos o início do que será a grande batalha final da série com a ajuda de dois vampiros que serão os catalisadores desse evento implacável. Mas, é com a chegada do oitavo episódio ‘Magia da morte’ que será estabelecido o ringue da última luta. Nada mais, nada menos que o castelo do Drácula, agora, um campo refugiado dos camponeses do vilarejo de Danesti que foram acolhidos por Alucard.

Desta maneira, vampiros, homens, criaturas da noite e quem mais couber no palácio mais temido de toda Wallachia.

‘Desenlaces’, ao lado do episódio 6, é o momento de maior fan service de toda a temporada. Não apenas por nos encontrarmos na grande batalha, mas pela maneira como esta acontece. Aqui, é o momento que os aficionados vão poder lembrar um pouco a sensação de jogar um videogame, com cenas de luta explosivas (além de visualmente engenhosas) dispostas em partes, para desta maneira, podermos nos despedir de cada um de nossos heróis do trio liderado por Trevor Belmont.

Imaginável, que é também neste momento que haverá aquele esperado ponto de virada com uma grande revelação. E, este vem, junto do momento mais heroico de Belmont em toda a série Castlevania.

Amor

Até faz todo o sentido, uma série tão adorada quanto é Castlevania, terminar com uma nota tão calorosa sobre amor e recomeço. Mesmo após rios e mais rios de sangue e violência gráfica extrema.

O derradeiro episódio ‘Foi uma viagem estranha’ da temporada final da animação original Netflix tem um pouco de melancolia, assim como também busca edificar suas personagens, além do assinante da plataforma via streaming que acompanhou desde o início em 2017.

É muito comovente a cena final entre Lenore e Hector, lembrando um pouco, contextos à parte, o final de 30 Dias de Noite (2007) de David Slade. Agora, para o trio principal da trama, que ao longo de quatro temporadas, quebrou alguns tantos paradigmas, ficou uma chance de um novo início, uma abertura para novas possibilidades.

E, muito adequada é a escolha do castelo do Drácula, pai de Alucard, dono do palácio e seus arredores, como o marco zero desse novo começo para todos.

Conclusão

Antes do rolar dos créditos finais, Castlevania deixa uma boa surpresa para os fãs da série (ou mesmo dos games). Uma perspectiva de um novo cenário nessa história, o que faz todo o sentido, já que foi anunciado que haverá uma nova série que ocorre dentro do universo de Castlevania, também produzida pela Netflix.

Talvez, não tenhamos que esperar tanto assim para mais ação, batalhas, sangue, e por quê não, amor.

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