Crítica: Love, Death & Robots – 2ª Temporada

Animação da Netflix retorna com menos material, mas ainda despertando a curiosidade com seus curtas-metragens

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Quando Love Death & Robots chegou no começo de 2019, veio junto uma sensação de frescor. Não tanto no gênero da ficção científica/fantasia, mas no campo da animação.

Obviamente, sempre existiram animadores talentosíssimos criando curtas-metragens inspiradores, contudo, nem sempre tais materiais são de fácil acesso, ou aparecem como grande destaque nas vitrines virtuais. Então, em muitos casos, passa despercebido por nós, que geralmente também estamos olhando para o outro lado demais para perceber.

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Assim, basta uma titânide como a Netflix para fazer com que nosso foco se volte para isso. E, Love Death & Robots foi muito mais do que bem recebida. Logo, imaginava-se que em breve teríamos uma segunda temporada, e ela veio, dois anos depois.

No segundo volume da série de animação antológica conheceremos novas histórias, explorando diferentes gêneros, como sci-fi, terror e comédia em contos bem provocativos.

Curtas-metragens

‘Atendimento automático ao cliente’

De todos os episódios dessa segunda temporada, é logo no primeiro que encontramos o mais cômico. Junto desse bom humor, vem também uma denúncia ao monopólio tecnológico, assim como no remake do clássico do terror Brinquedo Assassino (2019) de Lars Klevberg.

‘Gelo’

Aqui encontramos a clássica ideia do que chamam de ‘underdog tale’ (no traduzido, conto do azarão), com dois irmãos, sendo um destes geneticamente modificado, que se juntam aos habitantes da cidade para competir em uma corrida no gelo que envolve muito perigo. No final, deixa uma lição sobre como ser empático e ajudar àquele ao seu lado, faz com que todos nós sejamos capazes de passar por grandes desafios. Cai bem essa ideia em uma pandemia, não acham?!

‘Esquadrão de extermínio’

Talvez, o mais emocional dos episódios do volume 2 de Love Death & Robots. Em um conto dilacerante sobre desigualdade social, que mistura o cenário de Blade Runner – O Caçador de Androides (1982) de Ridley Scott, e Se7en: Os Sete Crimes Capitais (1995) de David Fincher, somos desafiados a analisar nossa condição como seres humanos, em especial, o papel da maternidade/paternidade na resistência de uma vida baseada no amor e esperança.

‘Snow no deserto’

Neste episódio da animação Netflix, o deserto no título não se resume, apenas, à área arenosa devastada de um mundo pós-apocalíptico, mas também do maior deserto humano: a solidão.

E, qual a cura para esta terrível aflição? Compaixão e amor. Aqui, fantasiados em um universo que mescla Mad Max de George Miller e O Exterminador do Futuro de James Cameron.

‘A grama alta’

Adentramos o gênero terror, finalmente. Este episódio é praticamente uma cópia do livro In the Tall Grass, escrito pela lenda Stephen King e seu filho Joe Hill. Em 2019, a Netflix adaptou o trabalho de King/Hill em Campo do Medo, um filme bem fraquinho que não assusta ninguém, estrelado por Patrick Wilson.

Fica a pergunta, por que será que a plataforma de streaming quis repetir a receita?

‘Pela casa’

Definitivamente, a maior surpresa da temporada 2, além de ser a historinha mais curta, com duração de menos de cinco minutos. Simples e direto. Em ‘Pela casa’, finalmente conhecemos o Papai Noel que nunca foi garoto-propaganda de marca de refrigerante. Uma bem vinda quebra de paradigma.

‘Gaiola de sobrevivência’

Momento mais clichê de Love Death & Robots. Basicamente, é um curta-metragem estilo sobrevivência contra uma máquina disfuncional. No entanto, é certo que neste episódio encontraremos o maior atrativo deste segundo volume. Uma participação do ator Michael B. Jordan, literalmente (voz dublada) e virtualmente.

‘O gigante afogado’

Para finalizar, o episódio mais meditativo da série animada pela Netflix. No momento derradeiro, Love Death & Robots instiga para que analisemos nossa relação com a vida e a morte, exemplificando diferentes perspectivas, com o foco no cientista (e narrador) que não acredita na maravilha que seus olhos testemunharam, fazendo ele questionar qual o real valor de nossos dias, perante uma mortalidade certa. Direto e profundo.

Conclusão

Como esperado, o volume 2 assim como o primeiro, tem seus melhores momentos, e também outros não tão inspirados. Com uma terceira temporada já engatilhada para 2022, fica a expectativa de conhecer novas historinhas em breve. Mas, fica a torcida para que façam mais do que apenas oito episódios, como foi o caso dessa temporada atual.

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