Crítica – Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme

Clássico anime da Netflix retorna para deleite dos fãs com novas aventuras das protetoras da Lua

Publicado em 3/6/2021
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Quem teve o privilégio de crescer na década de 90 aqui no Brasil, viu da primeira fileira, a invasão de animes após o mega sucesso da série animada Os Cavaleiros do Zodíaco. Óbvio, que o anime de Masami Kurumada passa longe de ser o primeiro a ser exibido em nosso país. Antes disso, tivemos ótimos exemplares, como: Zoran, O Garoto do Espaço; A Princesa e o Cavaleiro; Speed Racer; Zillion; Patrulha Estelar; Akira; e Doraemon: O Super Gato.

Assim, desde a década de 60, temos assistido, pouco a pouco, a inserção dos animes japoneses em nossas rotinas. Todavia, o ‘boom’ só veio em 1994 com a animação escrita e ilustrada por Kurumada sobre o jovem Seiya e seus companheiros Cavaleiros protetores da deusa grega Athena.

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Logo após, a extinta TV Manchete, a casa dos animes na televisão brasileira, adquiriu os direitos de exibição dos animes Shurato, Samurai Warriors, e Sailor Moon.

O último, equivocadamente rotulado como ‘desenho de menina’ na época de exibição, também foi um grande sucesso entre aqueles que cresceram na última década do século XX. O êxito foi tanto que abriu as portas para outros animes com protagonistas femininas, como Guerreiras Mágicas de Rayearth e Sakura Card Captors.

Desta maneira, não surpreende nem um pouco que a Netflix tenha produzido um filme, dividido em duas partes, sobre Serena Tsukino (originalmente, Usagi Tsukino) e suas amigas guerreiras Sailors.

Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme inicia quando um poder das trevas envolve a Terra após um eclipse solar total, as dispersas guardiãs Sailor, agora, devem se reunir para trazer a luz de volta ao mundo com o poder da Lua.

Parte 1

Muito bem pensada a ideia de dividir este filme original Netflix em duas partes e, curioso que ambas as partes parecem diferentes em seu formato. A primeira, vai atiçar os nervos emocionais dos fãs mais antigos que acompanhavam os episódios (um por dia) na TV Manchete, de forma que lembra muito a série, com momentos onde acompanhamos cada uma das Sailors em suas respectivas vidas individuais e histórias, antes de se juntarem para combater as forças do mal.

Consequentemente, teremos na parte 1, protagonismo dividido. Cada uma terá a chance de brilhar em seu devido momento.

A vilã da vez é a Rainha Nehelenia, líder da Dead Moon Circus (no traduzido, Circo da Lua Morta), e a versão sombria da Rainha Serenity, mãe de Sailor Moon. A encarnação do mal pretende transformar o planeta em uma grande sombra, onde não há esperança ou sonhos.

Com a ajuda de seu Quarteto Amazona e os lemures, espíritos dos mortos que arrancam os sonhos das pessoas, e instalam pesadelos em suas mentes e corações, irão tentar destruir cada uma das guardiãs da Princesa Lua.

Então, conheceremos os sonhos de Amy (Sailor Mercúrio), Rei (Sailor Marte), Lita (Sailor Júpiter) e Mina (Sailor Vênus). E, testemunharemos elas lutando para preservar seus sonhos, enquanto despertam novos poderes.

Ao mesmo tempo, acompanharemos o drama de Darien, o Tuxedo Mask, que contraiu uma estranha doença; além das angústias de uma menina que quer crescer, a adorável Rini (no original, Chibiusa).

Parte 2

Na segunda parte, lembra mais um filme mesmo, onde se reunirão todas as Sailors, incluindo as poderosíssimas Setsuna, Michiru, Haruka e Hotaru, respectivamente, Sailors Plutão, Netuno, Urano e Saturno.

Aqui, ocorrerá a batalha final do bem contra o mal, luz versus escuridão. E, nada mais gratificante para os fãs do que presenciar todas as dez heroínas, lado a lado, na hora decisiva.

Claro, que sendo Sailor Moon, não faltará um tanto de romance nesta parte final, mostrando que a ligação entre Serena e Darien (Usagi e Mamoru) é algo ainda mais forte.

Nos minutos derradeiros, teremos uma boa surpresa. Melhor: quatro boas surpresas, que abrem o caminho para outras sequências, sejam estas em forma de série ou filme.

Conclusão

É sabido que muitos animes têm uma tendência enorme a praticar roteiros extremamente expositivos. Não choca saber que Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme da Netflix também seja assim.

Aos que não estão acostumados com essa fórmula de animes não tão recentes, talvez, este longa baseado em Sailor Moon, seja algo um tanto quanto incômodo, dado que são bem esquemáticos e previsíveis em sua maior parte. Além de haverem algumas intervenções do tipo deus ex machina, em especial, na parte 1.

Contudo, para os fãs será como abrir um velho baú. E, provavelmente, irão se encantar mais uma vez com as aventuras de Serena e as Sailors protetoras do amor e da justiça.

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