Crítica: RESIDENT EVIL: No Escuro Absoluto – 1ª Temporada

Animação japonesa original da Netflix baseada na franquia de videogame faz melhor que os filmes live-action, mas passa longe de empolgar

Publicado em 8/7/2021
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No início do primeiro episódio de RESIDENT EVIL: No Escuro Absoluto, ouvimos Patrick, um dos agentes que trabalham diretamente para o presidente dos Estados Unidos, desdenhar da presença de um quarto agente que estará envolvido na atual missão, no caso, o famoso Leon S. Kennedy, sobrevivente da amaldiçoada Raccoon City, e atual salvador da filha do chefe de gabinete.

O ingênuo Patrick chama Leon de ‘sortudo’, dizendo que este apenas se tornou o menino de ouro porque estava no lugar errado na hora certa.

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Para os conhecedores e amantes da franquia de jogos de videogame da Capcom, essa é a hora de rolar no chão de tanto rir, ao ponto de faltar o ar! De modo que estes sabem muito bem que colocar a palavra ‘sortudo’ e Leon S. Kennedy na mesma frase é argumento tão absurdo quanto defender o terraplanismo.

O protagonista do game Resident Evil 2 era um policial novato, em seu primeiro dia de serviço (!) como protetor da lei e ordem em Raccoon City, e que quando chega na cidade vê seus habitantes transformados em zumbis devoradores.

Oito anos depois, acompanharemos o ex-policial Leon S. Kennedy, agora promovido para agente do governo americano investigando um incidente de hacking dentro da Casa Branca. Porém, ao chegar lá, encontra zumbis por toda parte. Paralelamente, Claire Redfield está verificando um desenho estranho feito por uma criança refugiada enquanto trabalhava em uma missão liderada pela TerraSave, que supervisiona a construção de uma instalação de bem-estar para os cidadãos em Penamistão. Quem será que está por de trás do ataque à Casa Branca, e qual a relação com as pesquisas feitas pela jovem Redfield?

Tá faltando o joystick…

RESIDENT EVIL: No Escuro Absoluto, nova série animada original da Netflix, se passa entre os eventos ocorridos nos jogos de videogame Resident Evil 4 e Resident Evil 5, caso houver alguma dúvida entre os gamers de plantão.

Não é nenhuma surpresa imaginar que sempre quando lançam novas produções baseadas no famoso game, os primeiros a reagirem serão os fãs. Estes, que geralmente são os mais críticos, tiverem que aguentar seis produções live-action encabeçadas pelo cineasta Paul W. S. Anderson (seja como diretor ou roteirista), todas estreladas pela atriz e esposa Milla Jovovich.

A série de games Mortal Kombat que nos perdoe, mas o maior ‘flawless victory’ já aplicado veio por parte de Paul W. S. Anderson! Seis filmes, seis equívocos. Nem Michael Bay faria “melhor”, até mesmo porque o primeiro Transformers (2007) foi um acerto em cheio.

Sorte dos aficionados, que também foram produzidas algumas animações em formato longa-metragem, como: Degeneration (2008), Damnation (2012) e Vendetta (2017).

Todas estas saíram melhor na foto que qualquer um dos longas feitos por Anderson. Ainda assim, passam longe de empolgar. Mesmo caso de RESIDENT EVIL: No Escuro Absoluto da Netflix, que mais parece uma faixa ‘filler’, que está lá para preencher o espaço vazio, enquanto não fica pronta a nova versão live-action da série de games Resident Evil.

(Observação: pouco antes do ano de 2021 terminar, testemunharemos Resident Evil: Bem-Vindo à Raccoon City, nova produção live-action que servirá como reboot da série de filmes.)

Conclusão

É uma pena, mas No Escuro Absoluto não consegue fazer mais que o básico, seja para fãs ou mesmo para aqueles que desconhecem o material criado pela Capcom. Tem ação, tem (algum) terror, e nada mais. Sobram personagens esquecíveis, cambaleando em uma trama supérflua que cria uma ponte desnecessária entre os games lançados nos anos de 2005 e 2009.

Sabemos que existe uma certa resistência (bem justificada) quando o assunto é adaptações de games para o cinema. Sim, tivemos resultados ruins, ou mesmo outros que ficaram pelo meio do caminho, ou seja, não atrapalham, nem acrescentam em nada. E, RESIDENT EVIL: No Escuro Absoluto da Netflix se encaixa nessa última coluna, lamentavelmente.

O que resta ao espectador?!

Esperar que algum dia, alguém acerte a mão nessa receita que continua difícil de agradar. Sejamos francos, material é o que não falta!

Talvez, o reboot Resident Evil: Bem-Vindo à Raccoon City seja o pioneiro que merecemos… cruzando os dedos.

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