Crítica: The Chair – 1ª Temporada

Minissérie da Netflix não se aprofunda em todas suas propostas, mas entrega material honesto e ético

Publicado em 21/8/2021
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Logo no minuto inicial da minissérie The Chair, observarão a protagonista desta produção Netflix sentar-se em sua nova cadeira, referente à recente posição que assumiu, quebrar segundos após se acomodar.

A divertida cena possivelmente fará com que os assinantes já abram um sorrisão logo de cara. Contudo, será que tal cena resume-se apenas a uma tirada cômica, ou seria uma metáfora para o que aguarda nossa heroína?

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Pode ser que estranhem o uso da palavra ‘heroína’ para categorizar a personagem interpretada pela mais que competente Sandra Oh, porém, rapidamente terão a chance de perceber que só alguém muito capacitada suportaria tamanhas adversidades como ela o fez. Pouco depois de assumir o cargo como Diretora do Departamento de Literatura na renomada Universidade Pembroke.

A cadeira é um alvo imóvel

É prático afirmar que a minissérie The Chair é uma boa surpresa dentro do catálogo da Netflix, fazendo justiça à sua criadora Amanda Peet, atriz hollywoodiana que resolveu se aventurar nas sulfites brancas e, agora, também exercendo o cargo de criadora deste projeto.

Deve-se dizer que para um primeiro trabalho como roteirista, Peet saiu-se melhor que o esperado. Sua narrativa tem fluência, clareza nos argumentos, além de um bom destaque no humor com frases de efeito secas, mas embebidas de ironia.

Material como este, nas mãos de uma atriz talentosa como Sandra Oh, facilitam muito o trabalho dos realizadores, e tornam a experiência do espectador mais agradável. Nada como um texto qualificado para realçar os atributos de outros artistas, especialmente no campo humorístico!

Lembram-se do constrangimento quando a atriz canadense-americana apresentou a cerimônia do Globo de Ouro, ao lado do comediante Andy Samberg?

Bom, o que aconteceu naquela noite de gala não passa nem perto de se repetir aqui, já que existe uma perspicácia maior em The Chair no terreno das piadas ou comentários sarcásticos.

No entanto, esta produção Netflix faz mais do que rir, de modo que adentraremos em alguns detalhes pessoais íntimos de algumas personagens que só engrandecem a narrativa proposta, ademais outros assuntos que permanecem ainda muito relevantes atualmente.

Alguns destes temas abordados, foram: a mulher em uma posição de poder dentro de um ambiente de trabalho tomado por homens de idade mais avançada; a falta de representatividades étnicas no corpo docente das escolas e universidades; a dependência nociva e relação de poder dos investidores em conceituados centros acadêmicos; o conservadorismo letivo de determinados profissionais da educação; a tolerância sobre comentários ou ações que possam ferir ou agredir certas classes sociais, raciais e religiosas na atual sociedade; entre outros.

Resumindo: Amanda Peet mirou alto com The Chair.

Estendam os tapetes!

Apesar de acompanharmos na maior parte do tempo a protagonista da trama, outra personagem que toma a dianteira toda vez que aparece em cena é a veterana Holland Taylor, que entrega nesta produção Netflix, uma de suas performances mais cativantes em tempos recentes.

Não é exagero imaginar que a atriz de 78 anos de idade, possa estar entre as cotadas para a próxima temporada de prêmios por sua atuação em The Chair.

A celebrada Holland Taylor faz o papel da Professora Joan Hambling, uma educadora muito (!) entusiasmada e passional, que sabe ser doce, assim como também não se reprime em dizer na cara algumas boas verdades.

Sua performance representa alguns dos melhores momentos desta série original Netflix, entregando ao assinante um mix de humor e drama, que fluem naturalmente pelo talento da artista, cada um em seu devido momento.

Conclusão

É necessário que se diga que nem tudo desce redondinho pela narrativa criada por Amanda Peet, junto de sua parceira Annie Julia Wyman. Longe de dizer que ela cometeu falhas de argumentação, ou algo nessa linha, não!

Todavia, em alguns momentos fica a sensação de que havia espaço e material para ir mais fundo em certas temáticas. Sendo uma minissérie com apenas seis episódios de duração de meia hora, deixou naturalmente um gostinho de ‘quero mais’.

Ainda assim, tiram-se muito mais prazeres e aprendizados em The Chair, que teve como sua maior qualidade a compreensão de que, seja na comédia ou drama, o que importa é apresentar ao público algo sincero.

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