Crítica – Kate

Longa de ação/suspense da Netflix repete mais do mesmo, porém, abastecido de ótimas coreografias e visuais notáveis

Publicado em 11/09/2021 13:29
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Com prazer, anunciamos a mais nova aluna a se formar na “Escola John Wick”: Mary Elizabeth Winstead.

Sim, a atriz americana de apenas 36 anos de idade mostrou a que veio em Kate, nova produção original da Netflix dirigida por Cedric Nicolas-Troyan.

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O cineasta de origem francesa, provavelmente, sabia desde o começo que para fazer este filme funcionar, precisaria de tudo e mais um pouco de sua protagonista. E, deve-se dizer que este conseguiu fornecer o espaço, além de muitas ferramentas visuais para que ela pudesse manter o assinante da plataforma hipnotizado, apesar de um roteiro que apenas cumpre os protocolos quando abordamos os chamados ‘filmes sobre vingança’.

A Netflix nos apresenta a meticulosa e sobrenaturalmente habilidosa Kate (Mary Elizabeth Winstead), espécime perfeito de uma assassina bem ajustada no auge de seu jogo. Mas quando ela estraga uma missão mirando um membro da Yakuza em Tóquio, ela rapidamente descobre que foi envenenada, uma execução brutalmente lenta que dá a ela menos de 24 horas para se vingar de seus assassinos. Conforme seu corpo se deteriora rapidamente, Kate forma um vínculo improvável com Ani (Miku Martineau), filha adolescente de uma de suas vítimas anteriores. Juntas, passarão por provações bárbaras até chegar no cabeça de toda a organização criminosa.

Pedigree da ação

Lendo a ficha de Kate, notamos o nome de David Leitch constatado como um dos produtores. Para quem não conhece o trabalho de Leitch, ele começou sua carreira profissional como dublê em Hollywood, algo que faz desde 1997.

Toda essa bagagem, que inclui serviços prestados em mais de sessenta produções, não apenas incrementou o currículo de Leitch, como habilitou o profissional a almejar coisas maiores. Em 2014, ao lado do também cineasta Chad Stahelski, criaram o primeiro capítulo do que se tornaria um fenômeno moderno do cinema de ação, John Wick – De Volta ao Jogo, estrelado pelo sempre enigmático Keanu Reeves.

Depois do ‘boom’ causado pelo filme sete anos atrás, começaram a surgir mais oportunidades para David Leitch mostrar seus talentos como diretor, começando pelo ótimo Atômica (2017) até o descompromissado e divertido Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw (2019). O prestígio que tem angariado é tamanho, ao ponto de sua próxima empreitada cinematográfica batizada de Bullet Train (ainda sem título nacional oficial), ter em seu elenco grandes nomes de peso da indústria de cinema, como Brad Pitt e Sandra Bullock.

Juntando-se ao produtor de Kate, temos o diretor francês Cedric Nicolas-Troyan, que fez aqui seu segundo longa-metragem na função. Anteriormente havia dirigido a fantasia O Caçador e a Rainha do Gelo (2016).

Sabendo que o registro desta produção original da Netflix possui estes dois nomes, uma coisa ficou muito clara desde o início: teríamos uma obra que recorreria ao aspecto visual como sua maior prioridade.

E, foi exatamente isto que tivemos!

Pelo quesito história, certamente já viu Kate algumas dezenas de vezes, ao longo da vida. Então, o que resta para dar algum destaque a essa obra são as belas coreografias de ação, que executam movimentos fantásticos, enquanto atestam um realismo engenhoso na construção das cenas; além de um cenário japonês que disponibiliza muitas possibilidades, entregando alguns momentos memoráveis, como quando a protagonista invade uma casa de chás, e sai matando todo mundo por cinco minutos (!) pintando chão e paredes de vermelho.

Ninguém segura essa mulher!

De nada adiantaria usar toda essa criatividade cênica, se não houvesse uma presença física e energética capaz de encapsular as emoções que movimentam tal narrativa, assim, impressiona o trabalho da talentosa Mary Elizabeth Winstead, que entregou uma performance extremamente vigorosa e emotiva.

Nos últimos três anos, Winstead resolveu pegar uma saída que a levou a ser parte de algumas produções do gênero ação, como Projeto Gemini (2019) e Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa (2020), ambas bem abaixo da média.

Mas, agora, recebeu uma chance de estrelar uma produção deste tipo, e pode-se afirmar que aproveitou o máximo dela. Se este for um novo rumo se abrindo em sua carreira, pode ser que a atriz americana espelhe a incrível Charlize Theron, que vem mostrando, ano após ano, que mulher é sinônimo de ‘bom de briga’.

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