Crítica: La casa de papel – 5ª Temporada – Parte 1

Parte final da série espanhola fenômeno mundial traz muita ação e alma pelas performances do elenco

Publicado em 3/9/2021
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“Se não roubamos, nossa vida é roubada de nós.”

Palavras relevantes ditas pela implacável Tóquio (Úrsula Corberó) no quinto episódio ‘Muitas vidas para viver’, reafirmando o motivo do sucesso estrondoso da produção La casa de papel.

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Sabemos que esta quinta parte representa o fim da história do grupo de ladrões que invadiu o Banco da Espanha, enquanto são comandados à distância pelo engenhoso Professor (Álvaro Morte). Assim, para os fãs ficará um gostinho de despedida a cada episódio nesta temporada.

Levando em consideração este primeiro volume que consiste apenas de cinco capítulos, fica fácil afirmar que a série espanhola da Netflix quer sair de cena fazendo bastante barulho, seja pelas cenas de ação que envolvem muitas trocas de tiros, mas especialmente em uma aproximação ainda maior com algumas personagens que já deixaram sua marca nas mentes e corações de seus fiéis espectadores.

“Bang-bang… Boom… Ratata-ta-tatt… Boom!”

Por enquanto, a palavra que melhor define o início desta parte final de La casa de papel é: ação!

Muita ação!

Dos cinco episódios, pelo menos três serão um tanto de tiro para tudo o que é lado.

Geralmente, obras assim necessitam de muitos artifícios técnicos para conseguir manter o público compenetrado com todo aquele caos que testemunhamos, porém, isto não é uma regra. Em vista que é possível estabelecer uma atmosfera eletrizante com poucas ferramentas, sabendo posicionar sua câmera nos pontos corretos, além de uma montagem que permita o assinante da plataforma poder se situar na cena, enquanto observa os vários focos de ação ocorrendo ao mesmo tempo.

A orquestração sonora e visual dos dois capítulos derradeiros deste primeiro volume são o melhor exemplo disso, que incluem momentos de pausa, onde acompanhamos alguns diálogos, ou mesmo algumas cenas ‘flashback’. Ao fazer esta escolha, você evita o cansaço sensorial de quem assiste, enquanto avança sua narrativa nestes “intervalos”.

Sensação de despedida aumentando

Como não se sobrevive apenas de ação, continuaremos a assistir o que de mais interessante vem acontecendo desde o início da terceira temporada de La casa de papel: as relações entre as personagens aproximando-se para o bem ou mal.

E, o maior mérito aqui recai sobre o elenco desta produção espanhola Netflix, que atua na potência máxima praticamente a todo momento, seja nas situações mais frenéticas, ou ternas.

Inicialmente, poderia se argumentar que fatores sociais atraíram o público para que esta produção se tornasse um grande atrativo, entretanto, só isso não seguraria estes até agora. Desta maneira, criaram-se oportunidades para que fôssemos conhecendo mais ainda os membros dessa gangue. Sendo que a carismática Tóquio, vivida intensamente por Úrsula Corberó, foi o maior destaque neste primeiro volume da parte final de La casa de papel.

Por ser tão presente em cena, sempre lembrando que ela é também a narradora dos fatos acontecendo, provavelmente se despedir dela será um pouco mais sofrido para alguns fãs leais à obra. Depois da palavra ‘ação’, a maior sensação vigente será de despedida, definitivamente.

Notamos isso, logo de cara na abertura ‘Fim da estrada’, quando veremos uma conversa reflexiva entre a narradora e Lisboa (Itziar Ituño) que determinará o clima para a continuidade dos fatos seguintes que virão a ocorrer.

Conclusão (Parte 1)

Dizem que La casa de papel sabe entreter como poucos.

Isso é verdade!

Mesmo porque sempre termina seus capítulos de uma maneira que torna muito complicado para o assinante da Netflix não clicar para o episódio seguinte.

Bom, já era sabido que a primeira parte da quinta temporada seria liberada em setembro, para que daqui três meses pudéssemos assistir a resolução definitiva sobre o assalto ao Banco da Espanha. Só que o criador da produção espanhola Álex Pina não deixou as coisas nada fáceis, de modo que o ‘cliffhanger’ para o segundo volume é daqueles de deixar o público no chão.

Ainda mais, se nos colocarmos na perspectiva do Professor, que claramente perde toda sua base com os acontecimentos finais em ‘Muitas vidas para viver’. Talvez, a missão tenha ficado comprometida.

De qualquer jeito, certamente veremos alguns assinantes da Netflix marcando no calendário dos celulares, uma contagem regressiva até dezembro.

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