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Melhores Amigos

Crítica – Turma da Mônica: Lições

Segundo longa-metragem da franquia baseado nos quadrinhos de Maurício de Sousa evoluiu, assim como as personagens, deixando uma mensagem de amor muito bem-vinda em tempos do pós-pandemia

Publicado por Aléxis Perri

28/12/2021 21:28

Quando lançaram Turma da Mônica: Laços (2019), vimos que foi um sucesso estrondoso, principalmente entre o público infantil. Testemunhar as salas de cinema lotadas com pais e filhos juntos se divertindo com as aventuras de Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, representou o que chamam de uma experiência cinematográfica emocional das mais marcantes.

E, é bom que se diga que Laços foi realmente um bom filme, focado em agradar e entreter as crianças, obviamente.

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Agora, dois anos depois ganhamos a continuação intitulada Turma da Mônica: Lições, também dirigida por Daniel Rezende, e trazendo o mesmo adorável e carismático elenco que assistimos em Laços.

No longa anterior, percebemos Kevin Vechiatto, que faz o garotinho que troca a letra ‘R’ por ‘L’, se destacar bastante; enquanto em Turma da Mônica: Lições encontraremos um equilíbrio maior, onde todos os quatro melhores amigos puderam mostrar suas características mais pessoais, assim como seus intérpretes mirins que conseguiram cada um à sua maneira, algum momento de destaque para chamar de seu.

Na história recente, a turma de amigos Mônica (Giulia Benite), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) fugiram da escola. Agora, terão que lidar com as consequências deste erro, e elas não serão poucas, enquanto descobrem o real valor e sentido da palavra amizade.

Eles crescem rápido!

Passarem-se dois anos, mas parece que foi mais!

Como cresceu essa turminha, viu! Tanto de tamanho (altura), quanto as performances, que deixaram claro que estas crianças, já não são mais crianças. São adolescentes, agora.

O elenco capitaneado por Giulia Benite recebeu aqui algumas oportunidades para expor suas emoções mais aflitivas, que não faziam parte do filme anterior. O grupo de amigos se viu diante de algumas situações (bem) complicadas, tendo que se virar de qualquer jeito, pois parte de crescer é mudar. E eles estão amadurecendo, definitivamente.

Também temos outras virtudes que poderão ser encontrados na obra de Daniel Rezende, que vão: desde a inspirada direção de arte, que construiu um Bairro do Limoeiro que joga o espectador dentro das páginas dos quadrinhos criados por Maurício de Sousa (conhecido como Walt Disney brasileiro); até específicas performances do elenco adulto, como a atriz Monica Iozzi, que faz o papel de Dona Luisa, mãe da líder dessa galerinha.

Mas, certamente, temos no roteiro escrito pela dupla Thiago Dottori e Mariana Zatz, aquele diferencial que vai aquecer o íntimo dos presentes nas salas de cinema pelo país, sejam estes adultos ou crianças.

O valor de um abraço

Assim como na história shakespeariana Romeu e Julieta sobre duas famílias rivais que não aprovam o amor de seus filhos, veremos isso se repetir em Turma da Mônica: Lições, uma vez que os pais de Monica e Cebolinha entraram em desacordo, portanto, os dois melhores amigos não têm mais a permissão para brincarem juntos.

Apesar de muito divertido e solar, receberemos uma história (um pouquinho) mais dramática. Algo que caiu muito bem, mesmo porque na adolescência, geralmente somos movidos à drama. Elevados à décima potência em certos casos.

Pelas palavras e situações criadas pelos roteiristas responsáveis, distanciamos duas pessoas que se adoram e não podiam se ver. Lembrando algo que, por acaso, aconteceu na vida de tantos e mais tantos pelos últimos dois anos durante a pandemia de COVID-19, que manteve boa parte do planeta resguardado dentro de casa, longe daqueles que amamos.

Tanto tempo separados, acabou por valorizar algo que sempre fez parte de nossa rotina cotidiana, mas que nem sempre aplicamos ou sentimos aquilo como algo especial. Assim, vale um agradecimento à Turma da Mônica, que nos aplicou uma lição importante a respeito dos laços que nos unem: o abraço.

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