Crítica | O Príncipe do Natal: O Casamento Real

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Está disponível a sequência de O Príncipe do Natal, longa do ano passado que apresentou a aventura da repórter Amber Moore, que se infiltrou no palácio da família real de Aldovia para investigar o Príncipe Richard, mas não contava que iria se apaixonar por ele. E agora, já noivos, ambos estão de volta, praticamente um ano depois do lançamento do filmei original, em O Príncipe do Natal: O Casamento Real. Houve uma microscópica melhora, mas ainda insuficiente para tornar esta produção original da Netflix, algo infimamente memorável.

Agora, com um novo diretor, John Schultz no lugar de Alex Zamm, o filme narra o romance entre Amber e Príncipe Richard, um ano depois de se conhecerem, prestes a se casar na época de Natal. Todavia, os planos do casal estão ameaçados, pois o país vive uma grave crise política e financeira, aumentado a taxa de desemprego entre o povo de Aldovia, além do fato de Amber ter percebido o quanto está abrindo mão de sua vida pessoal e profissional, no intuito de seguir os protocolos de comportamento e imagem da família real.

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Antes de entrar em O Casamento Real, vale recordar apenas um pouco do constrangedor O Príncipe do Natal de 2017. Óbvio, que se foi produzida uma continuação para o ano seguinte, é justo afirmar que a Netflix analisou uma possibilidade de maior sucesso, baseando-se no primeiro, para continuar a desenvolver esta história. Sempre relembrando que sucesso e material de qualidade são duas ideias que não necessariamente caminham juntas, o que também é um conceito natural quando se analisam variadas formas artísticas de expressão. Ainda assim, surpreende que tenha sido produzida esta sequência de 2018, mais pelo fato de apenas ser mais do mesmo, e da maneira menos inspirada possível, do que pelos baixos valores técnicos de produção da provedora global via streaming.

As duas maiores falhas de O Príncipe do Natal original, foram as performances do elenco, muito plásticas e sem um pingo de vibração, além do fato de não ter havido nenhum real conflito, tornando a história excessivamente monótona. Agora, na continuação O Casamento Real, ao menos há conflito a ser resolvido, dando um pouquinho mais de gás a um enredo ainda paupérrimo que segue as correntes mais ordinárias, porém, as atuações do elenco, continuam sofríveis de se testemunhar, à parte o ator que faz o papel do pai de Amber, caricato mas muito cativante.

É sabido que filmes como este, que reencenam contos de fadas românticos, geralmente não fogem do padrão estabelecido, algo compreensível pois deixa mais próximo de uma certa garantia de êxito comercial, contudo, relegar a ideia de adicionar um ou outro elemento, acaba limitando demais o conteúdo que se têm em mãos. Fazer a manutenção do tradicional não é uma má ideia, mas isolá-la de qualquer nova transformação, é o mesmo que ir matando esta, pouco a pouco.

Recentemente, outra produção original da Netflix foi na contramão deste pensamento, coincidentemente também um filme natalino, no caso Crônicas de Natal, estrelando Kurt Russell, que conseguiu preservar conceitos sedimentados, adicionando um tanto de rebeldia, que resultou em um filme que é capaz de agradar gregos e troianos. Diferente de O Casamento Real, que apenas talvez consiga agradar um dos lados, mas provavelmente, nenhum.

Entretanto, agora não é possível reclamar da falta de um conflito realmente capaz de mover a história adiante, mais até, pois O Príncipe do Natal: O Casamento Real têm duas questões a ser tratadas. Pena, que ambas têm resoluções apenas mornas. A primeira, diz respeito a situação econômica do país, em completo flagelo, dividindo a nação, algo muito próximo de nossa situação global atual, mas não se engane, pois Aldovia, um país inventado para esta ficção, está anos-luz de ser um reflexo do que vemos ao redor do planeta, diariamente.

Já, o outro conflito, que tinha tudo para ser mais do que acabou sendo, discute o tradicionalismo e os protocolos de imagem que a família real deve preservar. Seria uma discussão narrativa que geraria bons argumentos, ações, situações, até diálogos interessantes, mas acaba sendo em vão, pois não há reais embates deste argumento, que seriam entre Amber e a responsável pela imagem da coroa, a Senhora Averill.

E, ainda deixaram um final que deixa aberto a novas sequências. Vai ser duro de engolir este reinado, que avista ser bem longo!

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