Crítica | A Morte Te Dá Parabéns 2

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Seguindo o sucesso do primeiro filme lançado em 2017, tanto de bilheteria quanto de crítica, não demorou muito para termos a continuação que sai agora, A Morte Te Dá Parabéns 2, também dirigida por Christopher Landon que fez o primeiro. Certamente, o novo guru das produções independentes de terror, Jason Blum da Blumhouse Productions não quis perder a brecha, e já encomendou à Landon que começasse a escrever um novo roteiro para a sequência que ainda tem como sua maior estrela, a talentosa Jessica Rothe.

O novo capítulo da franquia volta a mostrar a vida de Tree Gelbman, que após morrer várias vezes no dia de seu aniversário, finalmente conseguiu quebrar a anomalia temporal que a mantinha vivendo o mesmo dia, vez após vez. Agora, em uma terça-feira, ao lado de Carter, seu novo namorado, tudo prometia que seria um dia como outro qualquer no campus da universidade que ambos estudam. Porém, as experiências de Ryan, amigo de Carter, com um aparelho tecnológico criado pelo próprio, acabam por jogar Tree de volta ao fluxo temporal que repete o mesmo dia, novamente. Mas agora, uma complicação maior, pois a garota não foi enviada para o passado apenas, já que também se encontra em outra dimensão do multiverso, onde as coisas são um pouco diferentes de como aconteceram.

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O diretor Christopher Landon, conhecido por ter roteirizado quatro dos seis filmes da série Atividade Paranormal, começa a desenvolver sua própria linguagem cinematográfica. Começou com o apenas simpático Como Sobreviver a um Ataque Zumbi, e continuou com o híbrido nonsense A Morte Te Dá Parabéns de dois anos atrás. Landon, aparentemente, encontrou uma linha, ou estilo que começa a cimentar o que é o seu tipo de cinema, nos acertos e nos equívocos.

Enquanto apenas conseguiu encostar bem de leve no bom entretenimento com o filme sobre escoteiros tentando sobreviver a um apocalipse zumbi, acertou a mão em cheio com o antecessor de A Morte Te Dá Parabéns 2 ao adotar e pisar no acelerador sem dó na área do absurdo e das tolices. Curioso que ao fazer isso, conseguiu realmente divertir o espectador, além de instaurar algumas ideias mais profundas, principalmente no campo do comportamento feminino.

Se o filme de dois anos atrás era mais terror ‘slasher’ com um tanto de humor negro de qualidade, A Morte Te Dá Parabéns 2 diminui o fator terror ‘slasher’, mantêm o humor e adiciona um tanto de ficção científica a la De Volta para o Futuro 2, mas trash! Ao fazer isso, Landon acerta alguns alvos, mas erra outros, como por exemplo quando temos logo no começo duas pessoas iguais no mesmo universo, resultado de uma anomalia praticamente acidental e que deixa as coisas muito em aberto. Todavia, essas insanidades podem ser muito bem vindas, se melhor escritas, em continuações a fio.

Mas acima de tudo, vale exaltar a ideia de promover alguma mudança mais drástica de um filme para outro, até porque se apenas repetisse o que deu certo antes em uma obra que aborda ‘loops’ temporais, deixaria o material ainda mais à merce de uma estrutura já manjada.

Esta estrutura temporal ainda existe em A Morte Te Dá Parabéns 2, porém com um novo ‘twist’ que é suficiente para entreter e ainda conseguir uma boa parcela de risos do público. Não há mais o frescor de antes, aquela sensação de novidade, ou de algo um pouco diferente, contudo, algo essencial para o sucesso do primeiro longa se manteve e continua sendo o maior predicado desta série de filmes: a talentosíssima atriz Jessica Rothe.

Impressiona o quão versátil ela tem se mostrado desde o longa antecessor. No de 2017, não dá para dizer que ela acertou tanto assim no drama, apesar de ter se esforçado, já neste aqui, até no momento dramático a sua performance individual, apesar de um texto clichê, é muito mais do que convincente. E, ela continua na ponta dos pés na hora da ação batendo de frente com o assassino da máscara de bebê, e simplesmente encanta quando desliza com uma naturalidade para o campo humorístico, com caras e bocas exageradíssimas, mas que ornam lindamente com a atmosfera do ridículo que o filme abraça.

Se levar nessa toada de renovar algumas ideias, sem tantos deslizes de texto, esta série de filmes híbridos abilolados têm tudo para continuar entretendo o espectador com bobagens, mas das boas!

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