A modelo Carrie Patricia Stevens, que ficou famosa como uma das coelhinhas da Playboy nos anos 90, contou que foi assediada pelo diretor de cinema Oliver Stone (Wall Street) durante uma festa.

Stevens fez um post no Facebook após saber que Stone estava defendendo o produtor Harvey Weinstein, acusado por mais de 20 mulheres e assédio sexual, e por três delas de estupro.

“Eles dois são iguais! Quando ouvi sobre Harvey, a primeira pessoa em quem pensei foi Oliver Stone, e aqui está ele… Eu tinha 22 anos. Oliver passou por mim e apalpou meu seio enquanto entrava em uma festa. Eu ainda me lembro do sorriso convencido dele, como se ele tivesse escapado após fazer algo ruim”, escreveu.


“Esses babacas não estão acima da lei, e eles deveriam ser julgados como qualquer outro homem. É consenso que não se deve apalpar seios, ou vaginas (como faz o nosso presidente), ou qualquer outra parte do corpo de alguém, sem permissão ou convite. Esses homens deveriam voltar para a pré-escola, porque eles devem ter perdido essa aula”, concluiu.

Durante uma entrevista recente, Stone saiu em defesa de Weinstein: “Eu acredito que devemos esperar essas coisas passarem por um julgamento antes de comentar qualquer coisa. Não é fácil o que ele está passando. Eu nunca tive negócios com ele. Ouvi histórias horríveis de todo mundo sobre ele, mas vou esperar que isso esteja resolvido para comentar, o que é o certo a fazer”.

No entanto, entre o post de Stevens e a manhã dessa sexta (13), Stone resolveu se retratar: “Eu estive viajando nos últimos dias e não sabia das acusações mais graves desferidas contra Harvey Weinstein após a primeira matéria do New York Times. Após ler tudo o que foi publicado nos últimos dias, fiquei espantado e aplaudo a coragem das mulheres que reportaram o assédio sexual”.