A indiana Priyanka Chopra fez uma bem-sucedida transição da indústria de seu país natal para Hollywood, estrelando a série Quantico (2015-) e filmes como Baywatch (2017) e o vindouro A Kid Like Jake (2018).

No entanto, seu sucesso não a impede de sofrer os estigmas do racismo em Hollywood, segundo entrevista à EW.

“Aconteceu no ano passado”, contou ela. “Eu estava fazendo testes para um filme, e tinha a impressão que o produtor tinha gostado de mim, estava esperançosa. Daí, ligaram para o meu agente e disseram que eu não tinha ‘a fisicalidade certa para o papel'”.


“O mais triste foi que minha cabeça não foi imediatamente pensando que era um eufemismo para a cor da minha pele. Eu apenas perguntei: ‘O que isso quer dizer? Eu tenho que emagrecer? Aumentar minha massa muscular?’. Então meu pobre agente teve que me dizer que eles só não queriam alguém não-branco no papel”, continuou.

“É algo que ainda me afeta muito, me chateia muito. Por exemplo, quando falamos na diferença de pagamento entre homens e mulheres em Hollywood, ninguém fala que as mulheres de cor recebem ainda menos que as mulheres brancas. É uma realidade!”, concluiu a atriz.

Steven Spielberg exigiu pagamento igual entre homens e mulheres em seus filmes

Chopra não é a única mulher em Hollywood a falar sobre suas experiências com racismo na hora de conseguir papéis – recentemente, a atriz Zoe Saldana (Avatar, Guardiões da Galáxia) contou que também perdeu papéis por causa da cor de sua pele. Relembre aqui.