Livro revela que Vivien Leigh, de E o Vento Levou, tinha transtorno bipolar e teve abortos espontâneos

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80 anos depois de chegar aos cinemas, E o Vento Levou ainda é um dos maiores clássicos dos Estados Unidos, e Vivien Leigh ainda é um ícone para seu papel como Scarlett O’Hara.

Mas por trás do glamour e romance do clássico de Hollywood, um novo livro sobre a vida de Leigh revela que ela estava sofrendo em sua vida privada.

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Em “Dark Star”, o biógrafo Alan Strachan lança uma luz sobre duas características pouco conhecidas da vida de Vivien Leigh: seu distúrbio bipolar e os vários abortos espontâneos que ela sofreu durante seu casamento com a lenda de Hollywood, Laurence Olivier.

Com base nas cartas particulares de Leigh, escritas no diário e novas entrevistas com os amigos da estrela, Strachan pinta uma imagem trágica da atriz que morreu com 53 anos de tuberculose.

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O transtorno bipolar, uma condição de saúde mental que causa dramáticas oscilações de humor entre altos (manias) e baixos (depressão) emocionais, não foi bem compreendido durante a vida de Leigh, mas a atriz demonstrou sintomas clássicos da doença desde a infância.

As oscilações de humor de Leigh, escreve Strachan, valeram-lhe uma reputação de ser uma atriz irracional que dificultava a vida nos bastidores. Mas a atriz evitou procurar ajuda psiquiátrica nos anos 40 porque achava que isso poderia manchar sua imagem.

“Vivien estava apavorada com a sua publicidade, que poderia ser abalada por isso”, disse Strachan à Fox News.

“Ela estava quase histérica com o pensamento de ter alguma coisa sobre o seu estado nervoso aparecendo nos jornais. Foi considerado uma espécie de estigma na época.”

Até a mãe de Leigh, escreve ele, ligava os episódios maníacos e as depressões da atriz ao seu “temperamento artístico”.

O livro também detalha como Leigh e Olivier começaram um caso enquanto ambos eram casados com outras pessoas, e como Leigh participou das férias de Olivier na Itália enquanto ele viajava com sua então esposa.

Durante o casamento de Leigh com Olivier, seus episódios criaram uma distância entre eles. O sucesso da própria carreira de Olivier, que superou a de Leigh, também pareceu deixá-la com ciúmes.

Strachan também descobriu um novo capítulo da história de vida de Vivien Leigh: os três abortos que ela sofreu ao tentar ter um filho com Olivier. Uma vez, diz ele, a atriz “escorregou em um piso de mármore muito polido durante as gravações de um filme e perdeu o bebê”.

“Isso definitivamente teve um efeito sobre ela.”

No final de sua carreira, quando seus períodos maníacos se tornaram ainda piores, era quase impossível para Leigh participar de novas produções.

“Ela continuava entrando em personagens do passado”, disse Strachan. “Ela começava a falar como Blanche DuBois de Uma Rua Chamada Pecado, que ela interpretou no palco em Londres e depois nos cinemas para ganhar seu segundo Oscar.”

Uma estadia de três meses em um hospital psiquiátrico inglês só aumentou o sofrimento de Leigh, já que ela foi tratada com terapia de eletrochoque – um tratamento controverso usado para o transtorno bipolar até hoje.

Enquanto Olivier e Leigh se divorciaram em 1961, eles permaneceram próximos até a morte prematura da atriz, seis anos depois.

“Ela nunca parou de amá-lo”, diz Strachan, que coloca a culpa do divórcio na “obsessão” de Olivier por sua carreira e à falta de compreensão da condição de Leigh.

Vivien Leigh venceu dois Oscar ao longo da carreira, por E o Vento Levou e Uma Rua Chamada Pecado.

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