A Disney está envolvida em um caso de abuso sexual. A ação é movida pela cantora Jordan Pruitt, que participou da terceira temporada do The Voice. 

O principal acusado do processo é o empresário Keith Thomas, que teria cometido os abusos quando a cantora tinha 14 anos. No entanto, Pruitt colocou a gravadora Hollywood Records e a Disney, dona da empresa, na ação. 

A jovem acusa as empresas de não terem impedido o caso de abuso. Thomas foi escolhido como produtor e mentor da cantora, sem ter supervisão. Pruitt afirma que a Disney e a gravadora sabiam que o homem tinha um histórico como abusador. 


“Infelizmente, essas grandes empresas estão preocupadas principalmente com vendas, dinheiro e gráficos. Com muita freqüência eles não conseguem proteger os jovens talentos por quem deveriam ser responsáveis. Vez após vez, vemos pessoas em posições de poder falharem conosco. Não poderia me decepcionar mais com a maneira como a Disney trata seus talentos menores de idade como vacas lucrativas”, denunciou a cantora para Variety. 

A Disney e a gravadora ainda não se pronunciam sobre o caso. O processo deve mudar a cena da música country dos EUA. 

Mesmo após o movimento #MeToo, acusações de crimes como esse são um tabu entre os músicos. Keith Thomas, o acusado, é um produtor conhecido de Nashville, que costuma trabalhar com cantoras adolescentes. 

A ação foi movida primeira com o nome falso de Jane Doe. Como revelado no Instagram de Pruitt, o processo é, na verdade, dela. Veja abaixo. 

“Estou de pé e falando não apenas por mim, mas pelas inúmeras vítimas em todo o mundo que nunca tiveram a oportunidade de justiça. É extremamente tabu para alguém falar sobre abuso sexual, assédio e exploração de menores no sul normalmente conservador e gentil”, declarou ainda a cantora. 

A ação foi movida em 14 de agosto e os fatos foram revelados nesta quarta, 4, pela imprensa dos EUA. A artista gravou dois álbuns na gravadora, em 2007 e 2008.

“Além do decoro, muitos temem as repercussões de se expor por exemplo (ficar na lista negra da indústria, perder trabalhos, ter sua reputação manchada). Para muitas vítimas, se expor parece vergonhoso. Embora o movimento #MeToo tenha sido muito poderoso para muitos, ainda há muito trabalho a ser feito. Ninguém jamais deve ser punido por dizer a verdade e buscar justiça, ponto final”, defendeu Pruitt.