Em entrevista ao Harper’s Bazaar, Angelina Jolie falou sobre a violência policial e os protestos que tomaram conta dos EUA, após o assassinato de George Floyd.

A atriz ainda revelou como teme que o racismo sistêmico afete a vida de sua filha, Zahara, e como o privilégio que a protege pode não se aplicar à garota de 15 anos.

“Após duas décadas de trabalho internacional, a pandemia e esse movimento na América me fizeram repensar sobre a necessidade e o sofrimento. Um sistema que me protege e que pode não proteger minha filha – ou outra criança, homem ou mulher por causa da cor da pele – é intolerável. Nós precisamos progredir além de simpatia e boas intenções para leis policiais e uma justiça que combata o racismo estrutural e a impunidade”, declarou Angelina Jolie.


Zahara foi adotada por Angelina Jolie e Brad Pitt em 2005, na Etiópia.

Esperança

Angelina Jolie, no entanto, demonstrou estar esperançosa em relação ao futuro e acredita que os recentes protestos indicam a possibilidade de um mundo mais justo daqui para a frente.

“O mundo está acordando e as pessoas estão tendo um reconhecimento mais profundo das suas sociedades. É hora de fazermos mudanças nas leis e nas instituições – ouvindo aqueles que são mais afetados e que as vozes são excluídas”, finalizou a famosa.

Além disso, a atriz deixou um recado para os políticos: “Direitos não pertencem a um grupo para passar para outro. Discriminação e impunidade não podem ser toleradas. Eu espero que possamos unir alguns americanos para mostrar as estruturas profundamente erradas da nossa sociedade”.

Enquanto isso, no cinema, Angelina Jolie se prepara para ser uma estrela da Marvel. A atriz estará em Os Eternos.