Katherine Heigl, atriz conhecida por Grey’s Anatomy, usou as redes sociais para refletir sobre a morte de George Floyd. O caso iniciou diversos protestos contra o racismo nos Estados Unidos.

No Instagram, a famosa trouxe uma situação pessoal – ela é mãe de uma criança negra. A atriz de Grey’s Anatomy revelou que sente dificuldade em explicar o que está acontecendo para filha Adalaide, de 8 anos.

Katherine comentou que não costuma postar sobre assuntos políticos no Instagram. Mas, nessa situação precisou desabafar sobre o que está acontecendo nos Estados Unidos – com grande preocupação com a filha.


“Eu deixo aqueles com muito mais experiência, educação e eloquência serem as vozes da mudança. Mas eu não consigo dormir. E quando acordo eu acordo com um único pensamento em minha cabeça. Como vou contar a Adalaide? Como vou explicar o inexplicável? Como posso protegê-la? Como posso quebrar um pedaço de seu belo espírito divino para fazer isso?”, contou a atriz de Grey’s Anatomy.

A atriz adotou Adalaide junto com o marido Josh Kelley. Os dois também adotaram Naleigh, de 11 anos, da Coreia da Sul, e são pais de Joshua, de 3.

A famosa relatou também a dor que sente no momento ao pensar sobre o caso dos Estados Unidos e sobre a filha.

“Não consigo dormir. Me deitei na cama no escuro e chorei por toda mãe de uma linda criança negra divina que precisa extinguir um pedaço do espírito de seu amado bebê para tentar mantê-lo vivo em um país que tem muitos dormindo demais. Olhos fechados. Imagens e gritos, pedidos e dores são banidos de suas mentes. Bolhas brancas fortes e intactas. Mas eu fico acordada”, afirmou ainda Katherine.

Confira as publicações abaixo.

Atriz fala sobre “bolha branca”

No Instagram, a famosa de Grey’s Anatomy também comentou sobre como esse caso a faz pensar na “bolha branca” em que ela vive. Katherine refletiu que começou a entender essa realidade triste.

“Finalmente. Dolorosamente. Minha bolha branca, embora sempre comigo agora começa a sangrar. Porque eu tenho uma filha negra. Porque eu tenho uma filha coreana. Porque eu tenho uma irmã coreana, sobrinhos e sobrinha. Levei muito tempo para internalizar verdadeiramente a realidade da repugnante e maligna verdade desprezível do racismo”, destacou a atriz.

No fim, a atriz de Grey’s Anatomy contou que, assim como outras pessoas, ficou irritada com tudo que está acontecendo. Katherine pede apenas que isso acabe.

“Eu olho e o medo se transforma em outra coisa. A tristeza esquenta e depois explode em chamas de raiva. Raiva. Estou ciente de que essa raiva não é muito cristã minha. Ou é? Jesus ficou muito bravo com o templo. Deus trouxe as inundações, a fome, os gafanhotos e os pilares de sal. Talvez a raiva faz parte do divino. Talvez os céus desejem nossa raiva agora. Talvez nossa raiva seja deles. Tudo o que sei é que quero que acabe. Hoje. Para sempre. O que for preciso”, finalizou a famosa.

A atriz deixou Grey’s Anatomy na 6ª temporada. Não há informações se a famosa pode voltar para o seriado médico, que está renovado para o 17° ano.

No momento, Katherine tenta voltar para TV, ao mesmo tempo que tem trabalhos no cinema. Um trabalho de destaque da atriz foi em Suits.

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Page 1. I’ve debated posting this. I don’t typically use my platform or social media to say much when it comes to the state of our country. I keep most of those thoughts to myself. I act quietly and behind the scenes. I let those with far more experience, education and eloquence be the voices for change. But I can’t sleep. And when I do I wake with a single thought in my head. How will I tell Adalaide? How will I explain the unexplainable? How can I protect her? How can I break a piece of her beautiful divine spirit to do so? I can’t sleep. I lay in my bed in the dark and weep for every mother of a beautiful divine black child who has to extinguish a piece of their beloved baby’s spirit to try to keep them alive in a country that has too many sleeping soundly. Eyes squeezed shut. Images and cries and pleas and pain banished from their minds. White bubbles strong and intact. But I lay awake. Finally. Painfully. My white bubble though always with me now begins to bleed. Because I have a black daughter. Because I have a Korean daughter. Because I have a Korean sister and nephews and niece. It has taken me far too long to truly internalize the reality of the abhorrent, evil despicable truth of racism. My whiteness kept it from me. My upbringing of inclusivity, love and compassion seemed normal. I thought the majority felt like I did. I couldn’t imagine a brain that saw the color of someone’s skin as anything but that. Just a color. I was naive. I was childish. I was blind to those who treated my own sister differently because of the shape of her beautiful almond eyes. Or her thick gorgeous hair. Or her golden skin. I was a child. For too long. And now I weep. Because what should have changed by now, by then, forever ago still is. Hopelessness is seeping in. Fear that there is nothing I can do, like a slow moving poison, is spreading through me. Then I look at my daughters. My sister. My nephews and niece. George Floyd. Ahmaud Arbery. Breonna Taylor. The hundreds, thousands millions more we haven’t even heard about. I look and the fear turns to something else. The sorrow warms and then bursts into flames of rage.

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Page 2. Rage. I’m not sure what most think justice looks like but right now, to me, it looks like a hard, ugly life in prison for Officer Chauvin and the others who just stood there. On their phone. I want them to pay. I want that payment to be harsh. I want it to be a painful, irrevocable consequence for their evil acts and behaviors and for those consequences to scare the shit out of every other racist still clinging to their small, stupid minded hate. The hate that soothes their weakness and cowardice. The hate that makes them feel powerful and in charge. The hate that distracts them from their meager-ness. There may have been a time when I cared to try to change the mind of a racist. To show them through example and just the right words they are wrong. I don’t care anymore. For their hearts or minds or souls. I don’t care if they die with their ugliness stamped all over them. They can take this shit to their maker and he can deal with them. What I want is for them all to be so scared by Officer Chauvin’s consequences that they are afraid to breathe in the direction of a black man, woman or child. Let alone try to hurt them. I want them to shake in their beds at night for fear that they too could end up like Chauvin. I want him to be an example of what happens to a racist in this country. I am aware that this rage is not very Christian of me. Or is it? Jesus got pretty damn mad at the temple. God brought the floods, the famine, the locust and the pillars of salt. Perhaps rage is part of the divine. Perhaps the heavens want our rage right now. Perhaps our rage is theirs. All I know is that I want it to end. Today. Forever. Whatever it takes.

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