O movimento contra o racismo dos Estados Unidos continua crescendo. Dessa vez, Krista Vernoff, a chefe de Grey’s Anatomy, se pronunciou sobre os protestos.

O movimento Black Lives Matter (Vidas dos Negros Importam, em tradução) começou após George Floyd ser assassinado por um ex-policial. Depois, ficou ainda maior quando Rayshard Brooks também foi morto por policiais em um estacionamento.

A chefe de Grey’s Anatomy, que também comanda Station 19, usou o Twitter para explicar aos seguidores que as mortes de Floyd e Brooks foram causadas por um racismo estrutural. Além disso, condenou a brutalidade policial.


“Quando eu tinha 15 anos, eu fui perseguida pela polícia em um shopping. Eles gritavam, ‘Pare, ladra!’. Eu tinha milhares de dólares de mercadorias roubadas em mim. Eu fui pega, fichada e condenada a 6 meses de liberdade condicional. Nunca me colocaram algemas”, começou a contar Krista.

A autora também se lembrou de outro caso, quando dirigia embriagada com 18 anos. A showrunner de Grey’s Anatomy foi parada e teve que fazer o teste do bafômetro, mas se livrou da penalidade por ser branca.

“Eu menti que tinha asma e que não podia assoprar muito. O policial riu, pediu para um amigo assoprar e mandou que me levasse para casa. Ele me deixou sentar no banco do carona e fui para casa com um aviso verbal”, continuou Krista.

A produtora também relembrou de uma festa em que, novamente embriagada, atacou uma garota – porque a irmã dela tinha ciúmes. Krista relembrou que a “polícia nunca foi chamada”.

Os exemplos apenas continuaram. Veja os primeiros posts abaixo.

Diferença de tratamento da polícia

Em outro caso, a showrunner de Grey’s Anatomy deu um soco no rosto de um homem, que caiu e começou a sangrar. Havia um policial do lado deles e a pessoa gritava que queria ver Krista presa.

“O policial apenas me puxou de lado e disse que não era para socar alguém com a polícia por perto. Mas, que se eu me juntasse à polícia, ele gostaria de me ter como parceira”, relembrou ainda a profissional.

Depois, a profissional comentou que foi perseguida diversas vezes, quando tinha entre 11 e 22 anos, por invadir propriedades e usar drogas. Porém, não tem uma ficha criminal.

“Se eu tivesse recebido um tiro nas costas após o roubo – em que eu fiz tendo consciência e sóbria e corri da polícia em plena luz do dia – vocês diriam que eu merecia? Eu peço que as pessoas brancas pensem nos crimes que cometeram (Observação: vocês não chamam de crimes. Vocês e seus pais chamam de erros). Pense em todos os enganos e como você foi permitido a viver”, apontou Krista.

A produtora continuou o pensamento dela afirmando que os manifestantes não querem tirar o fundo da polícia para viver em uma “sociedade sem lei”. O objetivo é que “ninguém seja morto por estar bêbado”.

“O sistema que me deixa viver e mata Rayshard Brooks é um sistema quebrado que precisa mudar. Parem de defender. Peçam pela mudança”, completou a chefe de Grey’s Anatomy, apoiando os protestos contra o racismo.

Os fãs aplaudiram as revelações e o comentário da produtora.

Krista Vernoff continua comandando Grey’s Anatomy, que está renovada para 17ª temporada. Confira o restante das publicações abaixo.