Spike Lee, diretor de Destacamento Blood, da Netflix, e Infiltrado na Klan, recentemente defendeu Woody Allen em entrevista e acabou voltando atrás em razão da grande repercussão negativa de seus comentários.

“Gostaria de dizer que Woody Allen é um ótimo cineasta e esse cancelamento não é apenas sobre Woody. Eu acho que, quando olharmos para trás, veremos que, além de matar alguém, não sei se você pode apagar alguém como se ele nunca tivesse existido”, disse Spike Lee em entrevista no programa In The Morning, da rádio WOR 710, quando perguntado sobre as alegações contra Woody Allen.

Após ser duramente criticado nas redes sociais, Spike Lee acabou se retratando no Twitter.


“Peço profundas desculpas. Minhas palavras estavam erradas”, escreveu Spike Lee.“Eu não tolero e não tolerarei assédio, agressão ou violência sexual. Esse tratamento causa danos reais que não podem ser minimizados”.

As acusações contra Woody Allen

Woody Allen já foi acusado inúmeras vezes por diversas supostas ofensas.

O diretor de Manhattan teria molestado a ex-enteada, Dylan Farrow, quando ainda era criança. Em 1992 foi investigado por alegação de ter agredido sexualmente Farrow. Allen rebateu as alegações, dizendo serem fabricações de sua ex-esposa, Mia Farrow.

Ronan Farrow, filho de Woody Allen com Mia Farrow, tomou o lado de sua irmã e repetidas vezes se posicionou publicamente sobre o assunto.

O mais recente filme de Woody Allen foi Um Dia de Chuva em Nova York, lançado no fim de 2019.