Freddie Mercury escondeu doença de colegas de banda

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Freddie Mercury faleceu em 1991, e deixou para trás um legado inegável para a comunidade artística e a cultura pop. Até hoje, os hits do cantor são ouvidos no mundo todo.

O cantor ganhou uma homenagem recente no filme Bohemian Rhapsody, no qual foi interpretado por Rami Malek, que ganhou o Oscar de Melhor Ator por sua performance.

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O cantor ganhou uma homenagem recente no filme Bohemian Rhapsody, no qual foi interpretado por Rami Malek, que ganhou o Oscar de Melhor Ator por sua performance.

Por uma decisão pessoal, Mercury resolveu não compartilhar os detalhes de sua doença com os colegas de banda.

O site Express.UK falou sobre o assunto; confira abaixo!

Os últimos meses de Freddie Mercury

De acordo com Mary Austin, mesmo com toda sua alegria de viver e perseverança, Freddie Mercury sofreu muito pelos efeitos debilitantes de sua doença nos últimos dias de vida.

“A qualidade de sua vida mudou tão tragicamente, e ele sentia mais dor a cada dia. Estava perdendo a visão, o corpo ficou fraco e ele sofreu com ataques epilépticos. Foi muito triste vê-lo se deteriorando dessa forma”, contou Austin.

Por causa disso, Mercury decidiu não revelar detalhes de sua condição para colegas de banda como Brian May.

Um dos relacionamentos mais importantes da vida de Freddie Mercury foi com Mary Austin. Os dois se conheceram na década de 1970, quando a vendedora de roupas tinha apenas 19 anos.

O relacionamento de Freddie Mercury e Mary Austin terminou, mas os dois continuaram grandes amigos até a morte do ator. Mercury inclusive foi padrinho do primeiro filho de Austin, e deixou a maior parte de sua herança para ela.

Freddie Mercury já sabia que tinha HIV desde os anos 80. No entanto, o artista decidiu manter o diagnóstico em segredo para que os fãs não associassem as músicas do Queen com a triste situação de sua vida pessoal.

“Nem mesmo sua família sabia dos detalhes até o último ano da vida de Freddie. A banda também só ficou sabendo em 1990”, contou o assistente Peter Freestone.

O assistente do vocalista também relatou que o medo que a sociedade sentia da AIDS e o estigma envolvendo a doença também influenciou a decisão de Freddie Mercury de não revelar o diagnóstico.

“A doença nem tinha nome antes de 1984. Quando ficou sabendo que estava com o vírus, só um de seus amigos mais próximos havia morrido de AIDS”, contou Freestone.

Nos últimos meses de sua vida, a situação de Freddie Mercury piorou muito e seus assistentes aprenderam a dar os medicamentos e ajudar na estabilização médica do cantor. Os efeitos do HIV eram devastadores, e os mais próximos do artista sabiam que a morte estava próxima.

Ele gravou quatro faixas completas para a banda. Freddie queria deixar o máximo de músicas possível para a banda”, contou Freestone.

Horas antes de morrer, Freddie Mercury decidiu revelar ao mundo sua doença. O cantor sabia que quando morresse seu diagnóstico se tornaria público. Então, ele resolveu revelar o fato para os fãs sob seus próprios termos.

Junto com Jim Beach, o empresário do Queen, Mercury passou horas escrevendo um pronunciamento de poucos parágrafos revelando para a imprensa que estava com AIDS.

“Por muito tempo, não sabíamos o que estava errado com ele. Nunca falávamos sobre isso, porque ele mesmo não queria. Ele só disse que não queria fazer turnês. Gradualmente, o problema se tornou óbvio”, revelou o companheiro de banda Brian May.

Peter Freestone revelou que durante a última semana da vida de Freddie Mercury, alguém sempre ficava ao lado do cantor nas 24 horas do dia.

“Ele estava deitado e eu sentei a seu lado e segurei sua mão. Ele dormia e acordava. Eu só segurava sua mão para que ele soubesse que havia alguém ao lado dele, que ele não estava sozinho. Uma das últimas coisas que ele me disse foi ‘obrigado’. Não sei se ele disse obrigado por estar com ele naquela noite ou pelos 12 anos anteriores”, contou Freestone, emocionado.

Freddie Mercury faleceu em 24 de novembro de 1991, em Londres.

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