Bruxa do 71 de Chaves esconde segredo surpreendente dos fãs

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O programa mexicano Chaves marcou a infância e adolescência de muita gente! A comédia foi exibida por décadas pelo SBT, chegando a ganhar bonecos, um programa de animação e vários outros produtos licenciados.

Em 2020, Chaves deixou de ser exibido pela emissora de Sílvio Santos e pelo Multishow. Segundo o SBT, o programa infantil teve que deixar a grade de programação por questões envolvendo direitos autorais pendentes.

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Uma das personagens mais icônicas de Chaves é a Dona Clotilde, mais conhecida como a Bruxa do 71. Muitos fãs não sabem, mas a intérprete da personagem tem uma história de vida sensacional – que envolve a luta contra o fascismo.

Confira abaixo!

Bruxa e Guerrilheira

A Bruxa do 71 do Chaves foi interpretada pela atriz espanhola Angelines Fernández, que nasceu em Madri em julho de 1922.

Quando Fernández completou 11 anos, teve início a Guerra Civil Espanhola, que começou em 1933. Passando a adolescência e juventude em meio ao conflito, a atriz decidiu se juntar aos Marquis, guerrilheiros antifascistas que lutavam contra a ditadura militar do general Francisco Franco.

Depois da vitória do fascismo em 1939 contra os exércitos dos republicanos, socialistas, comunistas, anarquistas e defensores da liberdade formaram um movimento clandestino de guerrilha – que era conhecido principalmente por atos em florestas e regiões de montanha.

Os anos mais violentos do combate foram entre 1945 e 1947, quando a perseguição do governo à resistência passou a contar com agentes infiltrados e grandes ataques militares.

Nessa época, Angelines Fernández se mudou para o México. A atriz não abandonou o sonho de liberdade, mas decidiu deixar a Espanha para garantir a segurança da filha, Paloma.

“Quando atuava na guerrilha espanhola, minha mãe era chamada de anti-franquista. Por isso, ela precisou deixar sua terra natal. Chegamos ao México em 1947”, afirmou Paloma em uma entrevista ao Portal Chaves.

Chegando ao México, Angelines Fernández não teve acesso ao asilo político, e por isso decidiu se mudar para Cuba – que na época ainda era capitalista. Foi em Havana que sua carreira de atriz começou a decolar.

Após alguns anos em Cuba, Fernández retornou ao México e se tornou um dos ícones da Era de Ouro do Cinema Mexicano. Em 1973, a atriz foi escalada como a Dona Clotilde em Chaves, ficando assim conhecida no mundo inteiro.

Angelines Fernández nunca mais voltou à Espanha, mesmo após o fim da ditadura franquista – que terminou em 1975.

A eterna Bruxa do 71 morreu em 1994 devido a um câncer de pulmão, provavelmente causado pelas décadas de tabagismo constante. Angelines Fernández faleceu aos 71 anos.

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