O cinema mundial perdeu dois de seus mais significantes artistas: o compositor vencedor do Oscar James Horner e a diva do cinema italiano Laura Antonelli.

O estadunidense James Horner nasceu em 1953 e começou a estudar música aos cinco anos com lições de piano. Estudou no Royal College of Music, em Londres, antes de se mudar para a Califórnia, EUA, na década de 1970. Seu primeiro grande trabalho como compositor foi a trilha sonora do filme Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan, em 1982. Também é de sua autoria as trilhas sonoras de filmes como Aliens (1986), Coração Valente (1995), Apolo 13 (1995), Uma Mente Brilhante (2001) e Avatar (2009). A consagração veio em 1997, com o filme Titanic, pelo qual recebeu os Oscars de melhor trilha sonora e melhor canção – My Heart Will Go On, interpretada pela cantora canadense Celine Dion. Teve mais oito indicações para o prêmio máximo de Hollywood.

Horner faleceu devido à queda de seu avião particular em Santa Bárbara, Califórnia. Ele era a única pessoa a bordo.


Laura Antonelli
Laura Antonelli

Laura Antonelli nasceu com o nome de Laura Antonaz no ano de 1941 em Pola, Itália. Era professora de educação física em Nápoles quando recebeu um convite para posar para um anúncio da Coca-Cola. Depois, vieram as fotonovelas e, por fim, o cinema. Sua estreia foi em 1964, no filme O Magnífico Traído. A consagração veio na década de 1970 em várias comédias eróticas como, por exemplo, o filme Malícia, em 1973, dirigido por Salvatore Samperi. Sua beleza e sensualidade, que a tornaram um símbolo sexual, não se resumia apenas a trabalhos em comédias eróticas. Também trabalhou como nomes importantes como Luchino Visconti (no filme O Inocente, de 1976), Etore Scolla (Paixão de Amor, 1981) e Claude Chabrol (Armadilha para um Lobo, 1972). Foi durante seu trabalho com Chabrol que conheceu o astro francês Jean-Paul Belmondo (de Acossado) com quem teve um relacionamento romântico durante oito anos até separarem-se, em 1980. No Brasil, um de seus filmes mais conhecidos é Esposamante (1977), no qual contracenou com Marcello Mastroianni (de Olhos Negros).

Na década de 1980 fez poucos filmes, sendo que o seu último sucesso foi Grandi Magazzini, em 1986. O ano de 1991 foi o pior de sua vida, pois, além do fracasso de Malícia 2000, sequência do filme de 1973, algumas cirurgias estéticas que realizou tiveram consequências desastrosas, somou-se uma condenação por um tribunal a uma pena de 42 meses de prisão por posse e tráfico de cocaína. Laura recorreu da decisão e passou todo restante da década em longos trâmites judiciais até obter a anulação da sentença, em 2000.

Os desgastes financeiro e psicológico do processo levou-a a várias internações em hospitais psiquiátricos. Retirou-se definitivamente do olhar público e refugiou-se na religião. Em 2010, o seu colega de profissão, Lino Banfi, lançou uma petição ao ministério da cultura da Itália para ajudar atriz. Laura agradeceu publicamente, mas disse que não necessitava dessa ajuda e pediu que a esquecessem definitivamente.

O corpo de Antonelli foi encontrado por sua empregada na casa em que vivia reclusa, nos arredores de Roma. Até o momento em que este texto foi escrito, não se sabia a causa exata da morte, mas suspeita-se de enfarte.

O cinema fica sempre mais pobre com a partida de artistas tão talentosos. Que descansem em paz.