Após dar uma polêmica entrevista a um telejornal americano para promover Cidades de Papel, a protagonista Cara Delevingne foi defendida publicamente por John Green, autor da obra que deu origem ao filme.

Tudo começou na última terça-feira (28), durante entrevista da atriz para o jornal Good Day Sacramento, que já começou com um dos apresentadores trocando o nome de Cara para Carla. Visivelmente cansada e incomodada, Delevingne começou a rebatar perguntas e se mostrou ainda mais estressada quando perguntaram se ela teve tempo de ler o romance de John Green.

Um âncora questionou se a atriz estava mesmo irritada ou se a birra dela era apenas com a equipe do jornal. “Não, eu acho que é só vocês”, disparou.


“Vamos deixar você em paz então, que tal isso? Por que você não vai tirar um cochilo, talvez tomar um Red Bull?”, retrucou a apresentadora.

Após um longo silêncio de Cara Delevingne, a transmissão foi cortada e os três âncoras começaram a criticá-la. “Ela ganha US$ 5 milhões por seis semanas de trabalho, então poderia fingir um pouco de ânimo conversando com a gente”, disse um dos apresentadores.

Diante da repercussão que a entrevista tomou na internet, a estrela de Cidades de Papel decidiu se manifestar no Twitter e culpou a falta de senso de humor dos jornalistas pela entrevista infame. “Algumas pessoas realmente não entendem sarcasmo, nem o senso de humor britânico”, escreveu no microblog.

John Green apoia o comportamento de Cara e ainda a classifica como uma “mulher interessante”.

“Cara se recusa a seguir o script. Ela se recusa a responder perguntas preguiçosas e se recusa a virar uma máquina de dar entrevistas. Eu não acho que o comportamento dela foi arrogante. Acho que é admirável. Cara Delevingne não existe para alimentar seu programa de notícias – e precisamente é isso que a torna interessante para cara***”.

Saiba tudo sobre Cidades de Papel

A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

O filme entrou em cartaz no Brasil no início de julho.

A próxima adaptação ao cinema de John Green, Quem é Você, Alasca?, já começou a sondar seu elenco – leia mais.