O roteirista Drew Goddard revelou que, antes da série de TV do Demolidor, ele tentou negociar uma nova versão cinematográfica do personagem com a Marvel. Em entrevista ao IGN, explicou ainda por que o projeto não deu certo.

“Eu fui até a Marvel a alguns anos atrás e conversei com eles sobre fazer um novo Demolidor, bem depois do filme com Ben Affleck”, disse em entrevista ao IGN. “Mas nós percebemos que o filme não precisaria custar US$ 200 milhões. A questão com Matt Murdock é que ele não está tentando salvar o mundo. Ele apenas está mantendo o seu canto [Hell’s Kitchen, em Nova York] limpo. Então, seria errado ter naves espaciais caindo no meio da cidade. O setor de cinema da Marvel não está no ramo para fazer filmes de US$ 25 milhões. Eles partem para coisas grandiosas, como deveriam ser”.

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No final das contas, Drew Goddard percebeu que a série do Demolidor na Netflix acabou se tornando o melhor caminho para o herói.

“Nós sentimos que tivemos mais liberdade para fazer o projeto na televisão e torná-lo mais adulto. Olha, se pegarmos a série e colocá-la nos cinemas, vai receber censura máxima. E eles não fazem filmes para maiores de idade. E também [na TV] podemos explorar a fundo o personagem. Sinto que a Netflix foi a melhor casa possível para a série, em outro lugar poderíamos acabar com uma versão diluída”.

Além de escrever episódios da primeira temporada, Goddard serviria como showrunner de Demolidor, mas abandonou o cargo para se dedicar ao filme do Sexteto Sinistro (grupo de supervilões do universo Aranha), que acabou sendo cancelado pela Sony quando a Marvel resolveu integrar o Homem-Aranha ao seu universo – saiba como seria o filme do Sexteto.

Demolidor retorna em 2016 com episódios inéditos na Netflix.

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