Durante sua participação no programa The Late Show with Stephen Colbert, o CEO da Apple, Tim Cook, chamou a cinebiografia oficial do criador da companhia, Steve Jobs, de “oportunista”.

O roteirista Aaron Sorkin rebateu a acusação durante a coletiva de imprensa do filme, afirmando que “ninguém fez esse filme para ficar rico”.

Sorkin acusou ainda de ser oportunista o sistema de trabalho das fábricas da Apple na China.


“Em segundo lugar, Tim Cook deveria ver o filme antes de decidir o que ele é. E em terceiro, se você tem uma fábrica cheia de crianças chinesas montando celulares a 17 centavos por hora, você precisa ter muita audácia para chamar alguém de oportunista”, disparou.

A Apple não quis comentar as declarações de Aaron Sorkin.

Recentemente exibida no Festival de Veneza, a cinebiografia oficial de Steve Jobs arrancou elogios dos críticos e aumentou o burburinho para suas chances no Oscar 2016. O longa dirigido por Danny Boyle foi chamado de um “Cidadão Kane moderno” e também comparado com A Rede Social, um dos últimos trabalhos do roteirista Aaron Sorkin. A atuação de Michael Fassbender como Steve Jobs também foi elogiada – leia mais.

Filme quase não é sobre Jobs

Baseada na biografia escrita por Walter Isaacson, o longa retrata três momentos importantes da vida do inventor, empresário e magnata Steve Jobs, vivido por Michael Fassbender: os bastidores do lançamento do computador Macintosh, em 1984; da empresa NeXT, doze anos depois; e do iPod, no ano de 2001.

Jeff Daniels, Kate Winslet e Seth Rogen também estão no elenco.

Fassbender é um pensador no primeiro cartaz do filme

Dirigido por Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?), o filme Steve Jobs estreia no Brasil em 21 de janeiro de 2016.