Stonewall | Roland Emmerich rebate críticas: “Não fiz o filme apenas para gays”

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O diretor Roland Emmerich (Independence Day, O Dia Depois de Amanhã) rebateu as críticas a Stonewall, filme sobre o início do movimento LGBT, que vem sendo acusado de usar o evento histórico apenas como pano de fundo.

A comunidade LGBT reclama ainda do fato de Emmerich ter criado um personagem fictício, Danny (Jeremy Irvine), para liderar a trama ao invés de ter usado um personagem real do movimento. A diversidade étnica do elenco também foi colocada no meio da polêmica.

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“Você tem que entender uma coisa: eu não fiz esse filme apenas para pessoas gays. Eu também fiz para pessoas heterossexuais”, disse Emmerich. “Eu meio que descobri, durante as pesquisas para o filme, que na verdade os hétereos se identificam bastante com Danny. Ele é um gay enrustido, e mal tratado por causa disso. [Os hétereos] sentem compaixão por ele. Como diretor, você tem que se colocar nos filmes, e eu sou branco e gay”, concluiu.

Após ser exibido no Festival de Toronto e ter uma recepção morna da crítica, Stonewall chega aos cinemas dos EUA nesta sexta-feira, 25 de setembro. Não há previsão de lançamento no Brasil.

Assista ao primeiro trailer do filme

Escrito por Jon Robin Baitz (roteirista das séries The Slap, Brothers & Sisters) e dirigido/produzido por Emmerich, ambos assumidamente gays, o longa gira em torno do violento conflito entre militantes homossexuais e policiais de Nova York na década de 1970, que foi apelidado de Rebelião de Stonewall. O evento é reconhecido como o catalisador dos movimentos dos direitos civis LGBT por ter sido a primeira vez em que um grande número de pessoas se reuniu para protestar contra os maus tratos da polícia à comunidade.

A trama será contada pelo ponto de vista do jovem Danny Winters (Jeremy Irvine, de Cavalo de Guerra), que se muda para Nova York após ser expulso de casa. Sem teto ou dinheiro, o personagem cria amizade com um grupo de adolescentes que lhe apresentam o Stonewall Inn, casa noturna dirigida pela máfia e que também serve como abrigo para homossexuais, travestis e outros grupos socialmente rejeitados da época.

Em meio aos shows de drag queens, o protagonista se envolve com o personagem de Jonathan Rhys Meyers (The Tudors, Drácula), ao mesmo tempo em que desperta a inimizade do gerente da casa, vivido por Ron Perlman (Hellboy).

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