5 comédias românticas memoráveis do cinema

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Casamento Grego (2002) é um filme superlativo em vários sentidos. Além de ter arrecadado mais de 240 milhões de dólares só nos Estados Unidos, contou a história de uma família tradicional grega intensa e barulhenta.

O filme chegou aos cinemas 14 anos depois em uma continuação que visa repetir o sucesso amparado apenas na repercussão de seu capítulo anterior. Se Nia Vardalos nunca teve uma chance real de se sustentar como atriz e roteirista fora da família grega, ela busca aqui calçar as chuteiras de seu antigo sucesso e golear novamente na guerra do Box Office.

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Aproveitando o embalo de Casamento Grego 2, que estreou no final do mês passado no Brasil, o Observatório do Cinema selecionou 5 comédias românticas que marcaram a cultura pop e pavimentaram o caminho para o delicioso conto de Toula e Ian em sua epopeia grega.

Uma Linda Mulher (1991)

A comédia romântica é referência contemporânea do gênero e catapultou a carreira de Julia Roberts ao tratar com inteligência o relacionamento entre uma prostituta da Rodeo Drive e um milionário interpretado com charme por Richard Gere. Julia nunca esteve tão bela e presenteia o público com uma personagem ingênua e boa praça.

Cheio de cenas antológicas, o filme marca, por exemplo, na cena em que Roberts “tira onda” em uma loja fina que havia esnobado ela previamente em face de suas vestimentas não ortodoxas (“big mistake…huge!”), até a cena que envolve um escargot voador em um restaurante chique. Atenção na inserção da música do Roxette com a icônica “It must have been love”.

Como um conto de fadas moderno, Uma Linda Mulher nunca ficou datado e só reforça sua imagem como comédia romântica referência de quando Hollywood produzia bons roteiros nesta área.

https://www.youtube.com/watch?v=Vi8vDGq3vFc

Sintonia de Amor (1993)

Um filme delicado e açucarado na medida certa, Sintonia de Amor nunca força a barra ou cai no ridículo. Com mais drama do que humor, Sintonia junta o casal imbatível Meg Ryan e Tom Hanks em uma trama dirigida pela mestre do gênero Nora Ephron.

Aqui, um filho preocupado com o luto de seu pai, após a morte de sua mulher, liga para um programa de rádio à procura de uma namorada para ele. A ligação do menino sensibiliza a personagem de Meg Ryan, que decide dar uma chance para o desconhecido. O final célebre envolve um encontro difícil de apagar da memória no Empire State Building em New York.

Recorde de reprises na TV americana e por muito tempo no TNT, Sintonia de Amor trouxe uma química tão bacana entre Ryan e Hanks na tela grande que eles acabaram repetindo a dose no simpático Mensagem para Você de 1998.

Um Lugar Chamado Notting Hill (1999)

Julia Roberts ataca novamente e aqui representa a atriz Anna Scott, uma celebridade que ao entrar em uma livraria de livros de viagem no charmoso bairro londrino de Notting Hill conhece Will, um tímido Hugh Grant.

Ambos os atores entregam boas atuações e garantem boas interações ao longo da fita. É inesquecível também o personagem criado por Rhys Ifans, Spike, o roomate de Will, que rouba a cena em toda oportunidade que aparece.

Notting Hill tem uma ótima trilha sonora que passeia pelo cover de Charles Aznavour, She, aqui na voz de Elvis Costello, bem como pela melancólica “Ain´t no Sunshine”, interpretada por Bill Withers, estrategicamente inserida em uma cena em que Hugh Grant passeia pela Portobello Road ao longo das estações do ano.

Entrando numa Fria (2000)

Um grande sucesso na carreira de Ben Stiller, Entrando numa fria teve a genial ideia de brincar com um evento que pode ser um pesadelo na vida de qualquer namorado, conhecer os sogros. É claro que Greg Focker (Stiller) acaba conhecendo seu sogro desequilibrado e implicante, aqui interpretado por um ótimo Robert De Niro.

Entrando numa fria fez tanto sucesso que acabou gerando mais 3 continuações pouco inspiradas. Mas, clássico mesmo só ficou esta fita dos anos 2000. Um ótimo caso de comédia bem conduzida e com um elenco afiado de comédia.

O Diário de Bridget Jones (2001)

Baseado no romance de Helen Fielding, bem como com um roteiro também escrito por ela, Bridget Jones caiu como uma luva para a atriz Renée Zellweger, que conseguiu o feito raro de ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz por um papel cômico.

Acima do peso, atrapalhada e bastante crítica, Bridget é disputada pelo Bad boy (Hugh Grant) e pelo bom moço (Colin Firth). O filme é leve, tem cenas boas, apesar de às vezes tender para o pastelão. Porém é inegável o impacto que o filme teve à época por colocar na tela uma personagem realista bem próxima do público feminino. Rendeu uma continuação vergonhosa e agora completará a trilogia em 2016.

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