No mesmo dia em que Hillary Clinton se tornou a primeira mulher a ser oficialmente escolhida por seu partido como candidata à corrida presidencial, dois casos na indústria do cinema sublinham que a situação ainda é complicada para as mulheres no ramo.

O primeiro, envolvendo o Studio Ghibli, foi provocado pelo produtor Yoshiaki Nishimura, que soltou uma declaração polêmica quando perguntado pelo The Guardian se o estúdio um dia teria uma mulher dirigindo suas animações.

“Depende do tipo de filme que seria. Ao contrário do live-action, com a animação o que precisamos fazer é simplificar o mundo real. As mulheres tendem a ser mais realistas e lidar com o dia-a-dia muito melhor. Os homens tendem a ser mais idealistas – e filmes de fantasia precisam dessa abordagem. Eu não acho que seja uma coincidência que sejam sempre homens dirigindo”, disse o produtor.


Quentin Tarantino diz que seus filmes fazem parte de universo compartilhado

Enquanto isso, em um novo faroeste a ser produzido por Quentin Tarantino, uma chamada de elenco provocou polêmica por usar uma palavra de baixo calão para descrever a personagem. “Escalando put** para projeto de Quentin Tarantino. Mulheres brancas não registradas na união de atores. Faroeste filma entre os dias 21 e 25 de junho em Los Angeles. Sem cabelos pintados, sem sobrancelhas pintadas, seios naturais. Por favor, envie foto e medidas”.

O filme, escrito e dirigido por uma mulher, aparentemente descreve com essa mesma palavra a personagem no roteiro, mas não custava a equipe ter suavizado um pouco na chamada de elenco, né? É uma palavra carregada de preconceito, e termos alternativos para o mesmo significado é o que não faltam.