Variety diz que Hector Babenco foi um “poeta dos oprimidos”

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A edição norte-americana da conceituada revista Variety fez uma reportagem especial sobre o diretor Hector Babenco, falecido na semana passada aos 70 anos.

Segundo a publicação, o cineasta argentino radicado no Brasil “será lembrado apenas por dois filmes”, Pixote (1981) e O Beijo da Mulher Aranha (1985), apesar dos seus 12 títulos, incluindo o internacionalmente aclamado Carandiru (2003).

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A Variety também ressaltou a “empatia” que Babenco, chamado de “poeta dos oprimidos”, tinha por temas do Terceiro Mundo e problemas sociais, e o comparou com Alejandro G. Iñárritu, vencedor de dois Oscars por O Regresso e Birdman, por sua jornada evolutiva do cinema indie para o mainstream, similar a do cineasta mexicano.

Por fim, ao fazer uma análise rasa dos filmes de Hector Babenco, a revista citou Ironweed (1987), com Jack Nicholson e Meryl Streep no elenco, como o ticket de entrada do diretor em Hollywood, mas a adaptação de Brincando nos Campos do Senhor (1991) como seu bilhete de saída.

“Quando um diretor internacionalmente conhecido sai fora do radar, geralmente não é porque ele falhou, mas porque ele não tem mais a vontade de fazer o que é preciso para se manter no radar”, acrescentou a Variety.

O último filme de Hector Babenco foi Meu Amigo Hindu, lançado no ano passado e com Willem Dafoe como protagonista.

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