Esquadrão Suicida ficou no topo das bilheterias norte-americanas pela terceira semana consecutiva, enquanto Ben-Hur foi um fracasso de proporções épicas, estreando em quinto lugar.

O filme do grupo de vilões da DC fez mais US$ 20,7 milhões, acumulando um total de US$ 262,3 milhões nos EUA e US$ 500 milhões pelo mundo.

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Os 15 momentos mais ridículos do filme

Dirigido por David Ayer, Esquadrão Suicida foi lançado no Brasil em 4 de agosto.

Festa da Salsicha, animação adulta produzida por Seth Rogen, manteve o segundo lugar com mais US$ 15,3 milhões. Em duas semanas de exibição, o filme juntou US$ 65,3 milhões nos EUA.

A trama acompanha o drama de uma salsicha (dublada por Seth Rogen) e seus amigos (Kristen Wiig, Jonah Hill, James Franco), outros produtos de supermercado, quando descobrem que serão brutalmente mortos assim que chegarem à casa dos compradores. Eles então precisam encontrar uma maneira de voltar ao mercado e avisar os amigos o que realmente acontece com a comida.

Dirigida pela dupla Greg Tiernan e Conrad Vernon, Festa da Salsicha chegará aos cinemas brasileiros em 15 de setembro.

Cães de Guerra (War Dogs), comédia de ação para maiores com Miles Teller, Jonah Hill e Bradley Cooper no elenco, estreou em terceiro lugar, arrecadando US$ 14,3 milhões.

Baseada em um artigo real publicado na revista Rolling Stones, a trama gira em torno de dois maconheiros vivendo em Miami Beach durante a Guerra do Iraque, que se tornam grandes traficantes de armas ao fecharem um contrato de 300 milhões de dólares para fornecer armas para o Exército Afegão, o que coloca a dupla na mira do governo americano.

Dirigido por Todd Phillips (da trilogia Se Beber, Não Case!), Cães de Guerra chega aos cinemas brasileiros em 8 de setembro.

Outro lançamento da semana, a animação Kubo e as Cordas Mágicas ficou em quarto lugar com US$ 12,6 milhões. Foi a menor abertura de um longa animado da produtora LAIKA, a mesma responsável por Coraline e Os Boxtrolls.

Narrada pelo personagem principal, a trama acompanha Kubo, um garoto japonês que embarca em uma grande missão para salvar sua família e o legado de seu falecido pai, o maior samurai que o mundo já conheceu. Inteligente e bondoso, Kubo passa a maior parte do tempo cuidando de sua mãe viúva e ganha a vida contando histórias. Certo dia, sua vida calma é interrompida quando ele acidentalmente invoca um espírito de seu passado que volta à procura de uma antiga vingança. Em fuga, o protagonista reúne forças ao lado de dois amigos (Macaco – dublado originalmente por Charlize Theron – e o Besouro, que traz a voz de Matthew McConaughey), e sai em uma emocionante busca para salvar sua família e resolver o mistério da morte de seu pai.

Dirigida por Travis Knight (Os Boxtrolls), a animação chega ao Brasil em 13 de outubro.

Ben-Hur, remake do épico de 1959, teve uma estreia desastrosa, ficando em quinto lugar com apenas US$ 11,4 milhões – números ainda inferiores aos de sua baixa estimativa inicial. Com orçamento próximo dos US$ 100 milhões, a nova versão do filme com Jack Huston e Rodrigo Santoro no elenco já pode ser considerada um dos maiores fracassos do ano. Acredita-se que parte do baixo desempenho do longa se deve às Olímpiadas.

De qualquer forma, o desempenho de Ben-Hur expõe o problema de Hollywood emplacar filmes com temática religiosa desde o megasucesso de A Paixão de Cristo, que faturou US$ 612 milhões nas bilheterias há 12 anos. Ben-Hur é o terceiro filme do gênero, lançado por um grande estúdio, a não cair nas graças do público nos últimos anos depois de Noé e Êxodo: Deuses e Reis.

Curiosamente, filmes religiosos independentes (com custos bem menores que o de Ben-Hur) se deram um pouco melhor nas bilheterias, como foi o caso de Quarto de Guerra (2015), que fez US$ 11,3 milhões na estreia, em 63% salas a menos que Ben-Hur nos EUA, além de Ressurreição, que arrecadou US$ 11,8 milhões em sua abertura este ano.

Crítica | Ben-Hur

O novo Ben-Hur traz uma nova abordagem para o livro de Lew Wallace, que já virou filme em 1959, acompanhando a história de Judah Ben-Hur (Jack Huston), um príncipe falsamente acusado de traição por seu irmão adotivo Messala (Toby Kebbell), um oficial do exército romano. Destituído de seu título, afastado de sua família e da mulher amada (Nazanin Boniadi), Judah é forçado à escravidão. Depois de muitos anos no mar, Judah retorna à sua pátria em busca de vingança, mas encontra a redenção. A trama mostra paralelamente a jornada de Jesus Cristo (Rodrigo Santoro) até sua condenação por Pôncio Pilatos (Pedro Pascal).

A direção ficou a cargo do russo Timur Bekmambetov (O Procurado, Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros). Ben-Hur chegou aos cinemas brasileiros em 18 de agosto.