Paul Verhoeven, diretor do Tropas Estelares de 1997, ficou sabendo dos planos de fazer um remake de seu filme, baseado no livro de Robert A. Heinlein, e acha a proposta “perfeita” para os EUA pós-Donald Trump.

“Nós conseguimos fazer esse filme desse jeito subversivo porque a Sony estava mudando de liderança a cada três meses na época. Ninguém estava nos controlando ou vendo cortes preliminares do filme, eles não tinham tempo para isso”, contou Verhoeven ao IndieWire.

“E nós sempre quisemos nos afastar o livro original, porque achamos que ele era fascista e militarista. Eu acho que se eles fizerem uma adaptação mais fiel agora, vai cair como uma luva na presidência de Donald Trump. No nosso filme queríamos contar duas histórias: uma desses jovens lutando, uma aventura incrível; e outra sobre eles caminhando lentamente, sem perceber, em direção ao fascismo”, comentou.


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O plano do estúdio é lançar um novo filme em 2018 para iniciar uma possível franquia. Mark Swift e Damian Shannon (Baywatch) estão no roteiro.

Na trama de Tropas Estelares, um futuro fascista e militarista obriga cidadãos a batalharem com uma raça de alienígenas que tem aspecto de insetos gigantes. O filme foi indicado ao Oscar de melhores efeitos especiais.

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