Após Martin Scorsese ter fechado contrato com a Netflix para a distribuição de seu novo filme, The Irishman, o cineasta criticou a experiência dos espectadores da própria rede de streaming, que veem os filmes em casa ou em telas pequenas.

Durante sua aparição em um evento do Instituto de Cinema Britânico, o diretor afirmou (via The Playlist) que essa “não é a melhor maneira” de prestigiar o cinema.

“O problema agora é que tudo ao redor do frame é distrativo. Você pode ver um filme em um iPad. Você pode colocar ele bem perto do seu rosto, no quarto, trancar a porta e assistir, mas ainda assim algo permanece brilhando aqui e ali. Mesmo quando você está vendo numa grande TV, existem outras coisas no recinto. O telefone toca. Pessoas entram e saem. Não é a melhor maneira”, justificou.


The Irishman, novo filme de máfia de Scorsese, deve começar a ser rodado nas próximas semanas para um lançamento em 2018.

O projeto vai reunir as lendas vivas Robert De Niro e Al Pacino em uma história de mafiosos, baseada em fatos reais. A trama acompanha Frank “The Irishman” Sheeran, um assassino de aluguel contratado pela máfia para matar o lendário Jimmy Hoffa, um líder sindicalista e mafioso americano.

Sheeran confessou o assassinato em seu leito de morte para o escritor Charles Brandt, que transformou a história no livro I Heard You Paint Houses (“Eu ouvi dizer que você pinta casas”, em tradução livre).

O roteirista Steven Zaillian, de Gangues de Nova York e vencedor do Oscar por A Lista de Schindler, adaptou o livro para as telas. Além de De Niro e Pacino, o filme pode contar com Joe Pesci, “aposentado” da atuação desde 1998, quando participou de Máquina Mortífera 4. Pesci ficou famoso pelo papel de um mafioso em Os Bons Companheiros, de Scorsese.

Silêncio é o trabalho mais recente de Martin Scorsese e chega aos cinemas brasileiros em 9 de março.