Artigo | Trailer de Vingadores: Guerra Infinita reforça por que filmes da Marvel são melhores que os da DC

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O trailer de Vingadores: Guerra Infinita, publicado pela Marvel na manhã do dia 29 de novembro mostrou visualmente o que já se esperava: a reunião de praticamente todos os heróis do universo cinematográfico para lutar contra um super-vilão, que nesse caso será Thanos, interpretado por Josh Brolin.

À parte do que tange seu próprio cenário, o trailer do filme evidenciou não somente um resultado de um planejamento de dez anos feito pelo estúdio, mas que esse planejamento e que a maioria de seus filmes já possuem um propósito e que isso reforça porque está muito afrente dos filmes da DC.

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Claro, o período da produção dos filmes de cada universo não dá margem para uma comparação direta. Como dito, são dez anos de filmes da Marvel em relação a apenas 3 filmes por enquanto da DC – 4 se contarmos que Homem de Aço faz parte do projeto -, no entanto, em questão sobre a adaptação dos heróis dessas duas editoras para o cinema, a Marvel possui uma interessante vantagem.

Obviamente que nem todos os filmes publicados pelo selo e dentro do universo cinematográfico atingiram boas expectativas e conseguiram uma média muito boa de críticas e aceitação pelo público. Levou-se tempo para dar a esses filmes uma identidade própria – e quando falo de identidade própria – me refiro a uma padronizada estrutura, que envolve o tom de humor, a construção dos personagens seguindo certos aspectos comuns visíveis em outros e a relação entre eles.

Muito se fala que a principal diferença entre os filmes da Marvel e da DC, quando por exemplo, Batman v Superman estreou em 2016, é o tom do filme. Enquanto a Marvel deixa seus longa-metragens inseridos em uma certa leveza, coloca momentos cômicos, até demais em alguns filmes e usa cores mais quentes e vivas, os longas da DC são mais tensos, tem poucas situações abertas a uma piada e suas cores são mais fortes e escuras.

No entanto, essas divergência correspondem somente a uma análise mais sensível, de senso mais geral. Quando se para para pensar e analisa toda a conjuntura entre esses dois universos no cinema, é nítido que o principal ponto positivo da Marvel é o seu planejamento. Desde 2007, quando o primeiro Homem de Ferro foi lançado nos cinemas, que o estúdio já tinha em mente como seguir com seus longas, levando diversos heróis ao cinema e conseguindo mantê-los sob constante produção, até chegar a um ponto em que unir eles em um filme só atrairia cada vez mais o público. E conseguiu. São resultados pensados à longo prazo que traz benefícios agora. É interessante citar que a Marvel tem planos de lançar filmes até 2020.

Certo que a DC também tem o seu plantel. Aquaman, Flash, Ciborgue. Todos eles com filmes solos até também 2020. E mesmo que tenha começado bem depois a implementar o seu universo compartilhado, que tem mais sucesso na TV do que no cinema até agora, nota-se que ainda são encontradas dificuldades na execução desses filmes. Batman v Superman, Liga da Justiça e Homem de Aço foram filmes que tiveram muitas críticas mistas, recepções mornas.  Somente Mulher-Maravilha, de Patty Jenkins, que conseguiu sair desse cenário e imprimir um filme com uma identidade melhor, personagens melhores desenvolvidos e uma narrativa que evocasse o público. Seja o carisma de Gal Gadot, seja a direção de Patty. A DC deve olhar para o seu futuro buscando aproveitar os bons lucros de Mulher-Maravilha para que possa seguir adiante com filmes atrativos e interessantes.

Enquanto isso, a Marvel mantém firme seu planejamento, seguindo com poucos erros, sabendo corrigi-los e com amplas chances de marcar de vez seus projetos na história do cinema, trazendo consigo uma revolução constante no gênero de heróis e heroínas.

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