O diretor Spike Lee mandou um recado para o presidente dos EUA, Donald Trump, após a estreia do seu drama BlacKkKlansman no Festival de Cannes 2018.

Aplaudido por seis minutos após a primeira exibição, o filme acaba com cenas documentais de um protesto recente em Charlottesville (EUA), em que supremacistas brancos contemporâneos se confrontaram com ativistas anti-racismo, e um deles (a americana Heather Heyer) foi morto.

“Eu sabia que o filme tinha que terminar assim, mas tinha que pedir permissão primeiro. Alguém me deu o telefone de Susan Bro, a mãe de Heather Heyer, que foi assassinada naquele dia. Eu não ia colocar a cena do assassinato no filme sem a bênção dela, mas ela me deu a permissão. Uma vez que ela me disse ‘Spike, pode colocar a cena no filme’, eu nunca abdicaria disso. Essa p*rra de cena precisa ficar nessa p*rra de filme”, comentou o cineasta.


“Nós temos um cara na Casa Branca – não vou dizer a p*rra do nome dele – que definiu aquele momento de Charlottesville para os americanos e para todo o mundo. Aquele filho da p*ta teve a chance de dizer que os EUA eram sobre o amor, e não sobre o ódio. Mas não, aquele filho da p*ta não denunciou a Ku Klux Klan, a extrema direita, os neonazistas. Foi um momento definidor em que poderíamos ter dito que somos melhores que isso, mas não dissemos”, continuou.

 

No filme, John David Washington (o filho de Denzel Washington) interpretará Ron Stallworth, um policial negro que se infiltrou na Ku Klux Klan, uma das maiores organizações racistas dos EUA. O longa é baseado em uma história real.

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Enquanto isso, Adam Driver interpretará seu parceiro, Flip Zimmerman; e Topher Grace encarnará David Duke, o grande líder da KKK nessa época (que ainda está na ativa hoje em dia).

Após Cannes, BlacKkKlansman chegará aos cinemas em 10 de agosto nos EUA – sem previsão no Brasil.