O Festival de Cannes 2018 foi palco de mais um protesto nessa quinta (17), dessa vez de atrizes negras reivindicando melhores papéis na indústria do cinema.

Aïssa Maïga (Bem-Vindo à Marly-Gomont) liderou o protesto, tudo enquanto lançava seu novo livro, provocativamente intitulado “Minha Profissão Não é Ser Negra”.

Maïga se juntou com 15 outras atrizes negras para formar uma “corrente humana” no tapete vermelho do Festival de Cannes. “Essa é uma declaração que queremos que seja ouvida no mundo todo”, contou a atriz.


O livro que Maïga promovia traz relatos de atrizes negras que se sentiram discriminadas na indústria cinematográfica francesa. Em uma entrevista, a atriz Nadège Beausson-Diagne (A Riviera Não é Aqui) conta que um diretor a perguntou se “ela falava africano”.

Além das duas atrizes já citadas, o protesto incluiu as atrizes Mata Gabin, Maïmouna Gueye, Eye Haïdara, Rachel Khan, Sara Martins, Marie-Philomène Nga, Sabine Pakora, Firmine Richard, Sonia Rolland, Magaajyia Silberfeld, Shirley Souagnon, Assa Sylla, Karidja Touré e France Zobda.

Cannes 2018 | Mostra da crítica dá prêmio principal para filme brasileiro

O Festival de Cannes 2018 acontece entre os dias 9 e 18 de maio. Cate Blanchett preside o júri da seleção principal.

Já a seleção Un Certain Regard, segunda mais importante do evento, terá Benicio Del Toro no comando.