O cineasta Lars Von Trier teve a oportunidade de rebater as críticas a The House That Jack Built, seu thriller criminal que provocou polêmica no Festival de Cannes 2018 por cenas gráficas de violência.

Após mais de 100 pessoas saírem no meio da sessão “enojadas” com o conteúdo, Von Trier justificou o uso das cenas sangrentas com um argumento anti-censura.

“Não podem me censurar. Eu sou contra qualquer tipo de censura. Minha opinião é que se você consegue imaginar alguma coisa, deveria conseguir mostrá-la no cinema”, comentou ao IndieWire.


“As pessoas sempre me acusam de provocá-las só pelo valor da provocação. Ninfomaníaca tinha 5 horas de duração, se você juntar as duas partes – eu me daria a tanto trabalho assim só para provocar?”, questionou ainda.

“Eu não tiro nenhuma satisfação de escrever e dirigir essas cenas. Eu sei que é um conteúdo difícil. Eu só acho que os americanos são um pouco mais acanhados, eles não gostam do que eu faço”, contou.

No filme, Uma Thurman interpreta uma das moças que atrai o olhar de Matt Dillon, que aparece como o protagonista Jack, um assassino em série.

Bruno Ganz assume o papel de uma misteriosa figura chamada Verge, que envolve Jack em uma conversa recorrente sobre suas ações e pensamentos.

Situado em Washington durante os anos 70 e 80, e estendendo-se ao longo de doze anos, a história será contada a partir do ponto de vista de Jack e como ele se torna um assassino em série, e tenta criar sua grande obra de “arte” ao mesmo tempo em que a polícia está perto de capturá-lo.

The House That Jack Built | Lars von Trier segue um serial killer no sangrento trailer

O lançamento comercial de The House That Jack Built deve acontecer ainda em 2018, embora não haja data.

O longa foi exibido no Festival de Cannes, que acontece entre 8 de 19 de maio, fora de competição.