Crítica | Alguma Coisa Assim

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Alguma Coisa Assim chega aos cinemas com a proposta de fazer do premiado curta homônimo de 2006 em um longa-metragem. Apesar da ideia ser interessante, o filme deve funcionar melhor com o espectador que já era fã do curta. Alguns pontos altos podem ser destacados, mas o longa não se justifica.

A evolução de André Antunes como ator é nítida. Se no curta este deixou a desejar em alguns momentos, no longa sua participação está melhor As exceções ficam por conta das próprias partes feitas em 2006, que ainda são aproveitadas no filme. Esse uso é bastante interessante, e dá uma profundidade maior para a distância de tempo entre os períodos nos quais se passa o filme, já que existe uma distância real também na produção.

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Caroline Abras também mostra sua evolução, mas nesse caso partindo de um ponto já bastante alto, sendo fácil identificar porque a atriz foi premiada pelo papel anteriormente. Assim, acompanhamos a evolução não só das personagens, mas também dos atores envolvidos, e até do diretor Esmir Filho, apesar desse ser mais difícil de se ver já que Mariana Bastos assina como co-diretora.

A ideia de nos mostrar os três períodos na vida das personagens de forma não linear é de toda interessante e engrandece o filme como longa, já que uma história linear nesse caso pudesse ser mais interessante em uma sequência de curtas. Apesar disso, alguns momentos não são tão felizes na execução, enfraquecendo os paralelos que os diretores tentaram traçar.

Ao se transformar em um longa, o filme perde um pouco do clima que conseguiu passar com maestria na forma de curta, que começa num ritmo intenso e vai se esvaindo até ficar lento e parado, traduzindo muito bem fotograficamente o próprio sentimento dos jovens na noite paulistana. Ainda assim, a fotografia de Alguma Coisa Assim é tão boa como longa quanto é como curta.

Mesmo o longa sendo interessante e dando uma profundidade maior ao curta, o filme não funciona tão bem quanto a película de 2006, já que acaba por trazer excessos e uma profundidade que não haviam necessidade de existir, além de tirar um pouco o que poderia ser visto como uma ambiguidade na amizade apresentada pelo curta.

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