A Walt Disney Company pede para sair do processo contra o produtor Harvey Weinstein, acusado de diversos assédios sexuais por inúmeras mulheres.

Segundo o THR, a empresa apontou que as três mulheres que movem o processo contra o produtor não apresentaram detalhes o suficiente para a Disney estar diretamente envolvida.

Caitlin Dulany, Larissa Gomes e Melissa Thompson são as líderes do processo que também alegam que sofreram assédio sexual por parte do produtor. Elas fazem parte de um processo conjunto contra Weinstein pela declaração de falência da produtora The Weinstein Company, além do agravante do assédio sexual.


Disney é considerada responsável por assédio de Harvey Weinstein

O diferencial desse processo é que há o envolvimento da Disney por ter sido dona de um dos estúdios dos irmãos Weinstein, a Miramax Film. De acordo com as mulheres, a Disney deveria ser responsabilizada por ser negligente com as atitudes do produtor:

“A Disney sabia ou deveria saber que Weinstein era incapaz de trabalhar diretamente com mulheres por conta do risco de assediá-las sexualmente.”, declaram as mulheres que movem o processo.

Já a Disney comenta que as alegações não são fatuais, além desconsiderar a personalidade jurídica da empresa.

“Não há fatos que a Disney tenha contratado Weinstein, nem que a Disney sabia ou deveria saber das práticas inapropriadas de Weinstein envolvidas com propriedades da companhia. As alegações sobre a antiga subsidiária da Disney, a Miramax, são irrelevantes, pois ambas são entidades corporativas separadas e independentes”, dizem os advogados.