Lançado em 2011, Drive, de Nicolas Winding Refn, é um dos filmes mais interessantes da última década. Entre a trilha sonora caprichada e a condução estilizada para cenas de ação brutais, a violência é um fator crucial na narrativa.

Um dos momentos mais inesperados do longa é quando o personagem de Bryan Cranston é morto pelo mafioso de Albert Brooks, e agora Cranston falou ao IndieWire que ele mesmo sugeriu uma morte diferente para o mecânico Shannon.

“No roteiro original, meu personagem e o de Albert Brooks gostam um do outro. Eles se respeitam e eu achei que esse era um grande problema. Se a sua tarefa é matar alguém que você gosta bastante – isso é estranho. No roteiro, ele vinha por trás de mim com um garrote e me sufoca até a morte. Eu pensei, tem algo de errado com isso… É muito doloroso”, explica o ator.


Na versão final, o personagem de Brooks usa um golpe mais rápido, cortando o pulso de Shannon com uma faca.

“Eu dei a ideia pro Albert e ele disse ‘É isso aí, sem muita dor, é isso.’ Eu disse, ‘E então ele me coloca no chão com cuidado.’ E então eu acho que ainda falei: Talvez ele pegue um cobertor pra mim. Ele acabou não fazendo isso, mas ele coloca no chão com muita delicadeza e encosta minha cabeça na traseira de um carro. Eu só estou ali e ele diz, ‘Sem mais dor, você vai só dormir.’ Meu personagem está em choque e olhando seu braço, e ele ainda não sente a dor, e é assim que ele morre”, fala Cranston.

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O filme de Nicolas Winding Refn foi estrelado por Ryan Gosling, e ainda trazia Carey Mulligan, Oscar Isaac, Albert Brooks, Ron Perlman e Bryan Cranston.