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Halloween | Diretor defende momento de ‘humanização’ de Michael Myers

Publicado por Redação

26/10/2018 16:15

Em determinado momento de Halloween, Michael Myers consegue escapar do ônibus que o estava transferindo para outro sanatório e marcha de volta para Haddonfield em busca de Laurie (Jamie Lee Curtis), exterminando todos que encontra pelo caminho. Todos exceto por um bebê deitado em seu berço e chorando. Há um suspense no ar enquanto Michael se aproxima da criança e logo depois ele vai embora.

Além da já conhecida e confusa mitologia desde seu princípio, a decisão de Michael em deixá-lo vivo contraria toda a sua personalidade e entra em conflito com o que nos foi reafirmado desde 1978. O famoso homicida agora tem consciência? David Gordon Green, diretor do remake, admitiu em entrevista para o LA Times que a cena é problemática para o espectro que envolve o protagonista e até mesmo confirma que quebrou sua própria regra. “Nossa regra durante o processo criativo foi dar a ele absolutamente nada…”, comentou.

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“Na produção, adicionamos uma coisa que poderia voltar para me assombra, mas que defendi até o último momento. Demos a ele uma decisão ética na qual ele não mata o bebê. Foi algo que veio à minha cabeça enquanto filmávamos”, adicionou. Gordon Green também disse que a cena existe, apesar de não oferecer nenhuma explicação por trás da decisão de Michael. “Estávamos procurando por uma lacuna de quinze segundos dentro de uma longa sequência. E existiam quinze segundos, nenhuma tensão, nenhuma informação. E o objetivo era, ‘como colocamos algo aí dentro que seja digno?’. Foi nesse momento que tivemos essa ideia”.

O novo Halloween foi bem recebido pelo público e pela crítica e já faturou mais de 90 milhões de dólares em uma semana, apenas nos Estados Unidos. Atualmente, o filme está em cartaz em diversas salas brasileiras.

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