Matt Dillon, protagonista do novo filme de Lars von Trier, A Casa que Jack Construiu, afirma que o diretor superou todas as suas expectativas, em entrevista para o site IndieWire.

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A Casa que Jack Construiu é no mínimo polêmico. Descrito por críticos como “repulsivo”, “lixo tóxico” e “uma droga feia e narcisista”, o filme conta a história de Jack, um assassino em série que tenta criar sua “obra de arte” enquanto é perseguido pela polícia.


O filme foi acusado de misoginia, alegação que não é incomum às obras de Lars von Trier. Dillon afirmou que em algumas sequências, ele chegou a pensar em abandonar o projeto.

“Houve um período de tempo em que eu achei que não conseguiria fazer esse filme. O tema era realmente desafiador e difícil de ser trabalhado. Era perturbador. E mesmo assim, uma parte de mim ainda estava muito animada com o potencial criativo dessa coisa toda. Von Trier é um visionário incomparável, um dos verdadeiros mestres”, conta o ator.

Na cena mais chocante do filme, Jack visita sua namorada (Riley Keough) e amputa os dois seios da personagem, em uma sequência extremamente desconfortável e que não poupa sangue e agonia.

“Eu quase desisti do filme por causa dessa cena. Foi difícil para mim, e no dia foi pior ainda, pois a Riley conseguiu interpretar muito bem o medo e terror da personagem. E deixar alguém com medo é algo que eu nunca quis fazer. Mas é um filme. É ficção, e eu me sinto meio bobo por levar esse tipo de moralidade para o set”, afirma Dillon.

Finalizando a entrevista, o ator desconsidera a opinião dos críticos e tece elogios ao projeto de Von Trier.

“Esse filme não é um ato de maldade. Ele é uma exploração e meditação sobre a maldade. É uma obra de arte.

Além de Matt Dillon, o elenco de A Casa que Jack Construiu conta ainda com Uma Thurman e Bruno Ganz.

A Casa que Jack Construiu já estreou no Brasil. O filme está disponível em cinemas selcionados.

O longa vai ser exibido no Festival de Cannes, que acontece entre 8 de 19 de maio, fora de competição.