Em uma era que a sociedade pede por inclusão, Hollywood mostrou uma grande falha. Um estudo da GLAAD, importante organização da comunidade LGBTQ, mostra que nenhum filme dos principais estúdios teve um personagem trans em 2018.

O relatório, que analisa a representatividade nas produções de Hollywood, mostrou que o cinema está indo em direção oposta da televisão. Nas telinhas, há mais inclusão.

“No ano em que vimos a série Pose destacar várias histórias com personagens trans e ter criadoras trans nos bastidores, em que Supergirl introduziu a primeira heroína trans e Uma Melhor Fantástica levou um Oscar para casa, não existiram personagens trans nos filmes dos maiores estúdios”, observa o relatório.


Mesmo sem ter personagens trans, os filmes de Hollywood mostraram um salto de inclusão para comunidade LGBTQ entre 2017 e 2018. Em 110 filmes analisados, foi notado que a representatividade subiu de 12,8% para 18,2%.

A GLAAD também avaliou os estúdios de forma individual, com um sistema de estrelas. A Disney e a Lionsgate não receberam estrelas porque não apresentaram personagens LGBTQ em 2018.

A Warner Bros foi marcada como “insuficiente”, por ter a inclusão em cinco de 23 filmes. A mesma avaliação foi feita sobre a Paramount, com dois longas de 10 com personagens da comunidade LGBTQ.

Do outro lado, a Universal ganhou quatro estrelas. Os filmes destacados foram Não Vai Dar, Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo! e Verdade ou Desafio. A Fox também foi destaque, sendo avaliada como apenas um estúdio – a partir desse ano, a empresa está com a Disney. A GLAAD relembrou os filmes Deadpool 2, Bohemian Rhapsody e Com Amor, Simon.

“Histórias centradas nos personagens LGBTQ que foram destaques no Prêmio da GLAAD, como Com Amor, Simon, Não Vai Dar e Millennium: A Garota na Teia de Aranha, deveriam ser exemplos para os grandes estúdios. Esses personagens têm desenvolvido as suas próprias histórias; nenhum deles serve para o crescimento de um outro personagem. Também é importante saber quem está sendo incluído nos filmes. Hollywood precisa refletir sobre a diversidade total da comunidade LGBTQ”, pediu a presidente da GLAAD Sarah Kate Ellis.