O cineasta Ang Lee retorna aos cinemas nesta semana com Projeto Gemini, ficção científica de ação que traz Will Smith em um papel duplo: sua versão atual enfrenta uma cópia digital quase 30 anos mais jovem.

Em entrevista para o Cinema Blend, Lee explicou porque optou por uma cópia inteiramente digital da versão mais jovem de Smith, que atende pelo nome de Junior no filme.

“Mesmo em 60 frames por segundo, e não 120 em 2K, é uma técnica diferente de se assistir um filme normal. É diferente, você tem que fazer o filme de forma diferente. Eu acho que, por conta disso, me fez querer criar o Junior, porque não podemos colocar maquiagem, apagar rugas e fazer um penteado diferente só para chamar de ‘mais jovem’. Nem escalar o filho de Will Smith e chamá-lo de ‘clone’. Essa mídia não permite isso”, explica Lee.


“Você precisa inventar uma nova forma de fazer isso. Eu acho que isso requer que Junior seja um personagem digital, é o pacote completo. Fazemos o corpo todo, não apenas o rosto. Fizemos detalhes que ninguém nunca fez antes… Fizemos desde o começo. Por isso eu não chamo de rejuvenescimento. A idade faz coisas mais misteriosas do que só rugas”, diz o diretor.

No filme, Will Smith interpreta Henry Brogan, o melhor assassino de elite do mundo que de repente se vê perseguido por um clone mais novo e mais forte, que tem a tarefa de exterminá-lo.

Mary Elizabeth Winstead (Aves de Rapina), Clive Owen (The Knick) e Benedict Wong (Doutor Estranho) completam o elenco principal.

O vencedor do Oscar Ang Lee (As Aventuras de Pi, O Segredo de Brokeback Mountain) dirige o filme, que será exibido em 60 FPS no Brasil.

Projeto Gemini estreia nos cinemas brasileiros em 10 de outubro.