O diretor e roteirista de Coringa, Todd Phillips, admite que seu “maior medo” sobre o filme da DC Comics, um estudo sombrio e sério de personagens que examina a espiral descendente do fracassado Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), era que o público achasse “chato”.

Apesar das reservas antecipadas ao entrar em um filme pertencente ao gênero de adaptação de quadrinhos, Coringa se tornou um grande sucesso, arrecadando mais de US$ 1 bilhão ao redor do mundo.

“Os filmes de quadrinhos são imensos em todo o mundo e, francamente, a maioria deles é maior que Coringa, então nosso maior medo era que fosse chato para a multidão que está acostumada a uma ação espetacular”, disse Phillips à Variety.


“Mas parecia que eles se tornaram uma coisa tão grande que poderíamos usar esse espaço e fazer algo um pouco diferente nele.”

“Queríamos criar algo significativo, que realmente ficasse com você depois que você saísse do cinema. Há muito trabalho envolvido. Nenhum filme é fácil. Então, você quer algo que realmente dure”, acrescentou o diretor.

Sem zona de conforto

O produtor Bradley Cooper anteriormente saudou Phillips como autor de gostos ecléticos, dizendo que o diretor possui uma “disposição de sair de qualquer fronteira e contar a história que ele quer contar, tornando muito difícil colocá-lo em uma caixa”.

Cooper acrescentou: “Acho que depois que você se torna notável como diretor de comédia, muitas pessoas definitivamente o veem exatamente assim. Mas eu sempre soube que ele é um autor.”

Para Phillips, Coringa não era uma tentativa de se afirmar fora do gênero da comédia.

“Nunca fui fã de outras pessoas determinando quem eu sou ou qual é o meu gosto. Fazer Coringa não foi uma reação a fazer comédias estridentes. Foi apenas algo que me pareceu interessante e pensei que poderíamos fazer algo muito legal.”

Coringa já está disponível em DVD e Blu-ray.