ALERTA DE SPOILERS

O Irlandês, lançado ainda no final de novembro de 2019 na Netflix, segue dando o que falar nos Estados Unidos. O filme é um dos favoritos na temporada de premiações.

Agora, porém, uma carta escrita ao The New York Times traz grande polêmica ao filme. O diretor Martin Scorsese é acusado de usar uma história mentirosa para contar a trama de O Irlandês.

O longa segue os passos de Frank Sheeran (Robert De Niro), um assassino da máfia nos Estados Unidos. A história de Frank leva ao misterioso desaparecimento de Jimmy Hoffa.


A carta para O Irlandês

O homem que escreveu a carta é Jack Goldsmith, enteado de Chuckie O’Brien, o filho adotivo de Hoffa. No filme, ele é interpretado por Jesse Plemons e é colocado como um personagem bobo, que de forma indireta teve participação na morte do pai.

Goldsmith, que já escreveu livros sobre o desaparecimento de Hoffa, afirma que o FBI, de forma ilícita, invadiu a privacidade de O’Brien e teria humilhado o homem. No relato do escritor, Scorsese faz o mesmo em O Irlandês.

“Martin Scorsese fez algo similar – não ao ouvir ilegalmente e publicar verdades humilhantes, como o FBI fez, mas ao usurpar a relação de Chuckie com Jimmy Hoffa, dando a para alguém e transmitindo mentiras. O efeito em Chuckie nos dois casos foi o mesmo. ‘Eu não tinha controle’, ele me disse recentemente. O controle da vida dele e a apresentação da vida dele para o mundo foram roubadas de forma que ele nunca vai reverter”, escreveu Goldsmith.

O enteado de O’Brien ainda relatou que O Irlandês “está longe da vida de Chuckie de formas significativas”. O homem retratado no filme da Netflix estaria usando um conselho do próprio Hoffa para seguir em frente.

“Senhor Hoffa sempre me ensinou que você não pode fugir do que imprimem, ele me disse. É mais fácil falar do que fazer, ele sabe”, ainda contou o escritor.

O Irlandês segue disponível na Netflix.