Quentin Tarantino está envolvido em polêmica em Hollywood. O famoso diretor recebeu uma crítica do roteirista John Ridley, vencedor do Oscar com 12 Anos de Escravidão.

Através da agência de notícias PA, o roteirista chamou atenção para como Quentin Tarantino usa a palavra “nigger” nos filmes dele. O termo é considerado racista na língua inglesa.

O momento é de reflexão nos Estados Unidos, o que levou o assunto para Hollywood. Tudo começou com os movimentos contra o racismo feitos após a morte de George Floyd.


Ridley afirmou que é “doloroso e enfurecedor” como Quentin Tarantino usa tranquilamente a palavra nos filmes dele. Além disso, produções que fazem grande sucesso na indústria.

“Não é usada em um contexto particular, é usada apenas para ser usada. É doloroso e enfurecedor”, criticou o roteirista.

O escritor, porém, fez uma observação de nunca dirá que, “Ok, você não pode usar essa palavra”. Levantamentos mostram que Quentin Tarantino chega a usar o termo 110 vezes em Django Livre e 65 vezes em Jackie Brown.

Quentin Tarantino, até o momento desta publicação, não se pronunciou sobre a declaração de Ridley.

Roteirista fez protesto contra clássico

Ridley é uma das vozes mais ativas em Hollywood contra o racismo. O escritor, inclusive, começou um movimento para pedir a retirada de …E o Vento Levou do catálogo da HBO Max.

O roteirista apontou que o filme de 1939 tem momentos de racismo, principalmente em como representa escravos durante a Guerra Civil dos Estados Unidos. A HBO Max tomou uma atitude após os protestos.

A HBO Max retirou …E o Vento Levou do catálogo de forma temporária. Depois, comunicou que o épico volta, mas com um aviso sobre o contexto histórico do filme.

“Essas representações certamente são contrárias aos valores da WanerMedia. Portanto, quando colocarmos o filme de novo na HBO Max, ele retorna com uma discussão sobre seu contexto histórico e uma denúncia dessas mesmas representações, mas será apresentado como foi criado originalmente, porque fazer o contrário seria o mesmo que alegar que esses preconceitos nunca existiram. Se quisermos criar um futuro mais justo, equitativo e inclusivo, devemos primeiro reconhecer nossa história”, diz um comunicado da plataforma.

No Brasil, o filme pode ser visto por plataformas digitais. Enquanto isso, 12 Anos de Escravidão, do roteirista, está na Netflix.